A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 30/07/2021

Com o advento da indústria 4.0 no século XXI, que promete revolucionar o mercado de trabalho, o ensino profissionalizante tem se tornado algo indispensável para quem almeja uma oportunidade de inserção no mercado. No entanto, o acesso à educação profissional no Brasil se torna algo restrito a alguns grupos sociais por diversos fatores, entre eles a falta de apoio governamental e a baixa disseminação de cursos para certas classes sociais do país.

Antes de tudo, é necessário apontar que, por meio das escolas técnicas propagadas pelo Estado, milhões de alunos ingressam em cursos profissionalizantes anualmente a fim de serem aptos a exercerem suas atividades na sociedade. Entretanto, apesar do alto crescimento no número de matrículas no ensino técnico nos últimos dez anos, (cerca de 90%), tem-se que todos os alunos matriculados, ingressaram de forma privada, ou seja, sem o auxílio de bolsas de estudo ou financiamento por parte do órgão público, de acordo com pesquisa feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano de 2019. Com isso, comprova-se como a carência de suporte para os estudantes mais desfavorecidos impacta prejudicialmente no acesso e manutenção dele em instituições de ensino profissional.

Ademais, é cabível acrescentar que, por intermédio das escolas que integram o seu ensino médio com o curso técnico, uma parte limitada de estudantes são beneficiados com um diploma de capacitação, que o beneficia para o novo mercado de trabalho. Contudo, os perfis dos alunos ingressos em escolas integrais e os jovens que ingressam depois da conclusão do ensino médio em escolas privadas revela a desigualdade social, onde a renda de um estudante que faz um curso técnico depois do ensino médio é significantemente maior que a renda de um aluno que estuda em cursos integrado ao ensino médio em escolas estaduais, como o Centro Paula Souza e o Senai, aponta pesquisa feita pelo site Exame. Diante disso, é eminente como os colégios que integram o ensino médio e técnico não são suficientes para abranger todos os jovens que não possuem condições financeiras favoráveis.

Em resumo, nota-se a alta proliferação de cursos técnicos na sociedade, mas que não garantem o ensino a todos os estudantes do Brasil. Para suprimir a exclusão dessas alunos, cabe ao Ministério da Educação junto com as escolas de ensino profissional, implementar programas de bolsas de estudo ou financiamento dos cursos, por meio da média das notas dos jovens matriculados em suas instituições, dessa forma, o aluno critério o discernimento de que o acesso aos cursos técnicos iria depender  somente de seu esforço e responsabilidade com os estudos. Nessa situação, a globalização do ensino profissional seria ainda maior, capacitando a juventude para o futuro do mercado.