A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 11/08/2021
Diante do cenário tecnocientífico atual, resultante da Terceira Revolução Industrial, a capacitação profissional tem sido importante na contratação de funcionários, uma vez que o mercado de trabalho exige, cada vez mais, conhecimentos específicos. Apesar disso, existe uma falha concretização do ensino técnico no Brasil, de modo que o pouco investimento público e o baixo incentivo familiar e estatal sejam fatores associados a essa problemática. Diante disso, tal cenário merece um olhar crítico.
Nesse viés, há pouco incentivo familiar e estatal em relação ao acesso dos jovens a cursos profissionalizantes. Tal fato faz parte de um processo histórico que foi retratado por Tarsila do Amaral em seu quadro “Abaporú”, que representa uma sociedade com homens que possuem físicos resultantes do trabalho braçal, mas que apresentam a mente pequena, consequência do baixo senso crítico. Dessa forma, a população tem ignorado, juntamente com seus representantes, a importância da educação técnica na inserção do trabalhador no ramo laboral, sendo essa crucial para a rotatividade econômica, visto que, os salários desses podem ser até 18% maiores. Sob essa ótica, torna-se importante cativar o acesso ao ensino em destaque.
Além disso, há pouco investimento no setor educacional em análise. Posto isso, pode-se afirmar que, segundo a BBC News Brasil, o número de vagas públicas para o acesso a formação profissionalizante compreende menos de 20% dos jovens que estão no nível médio. Sendo assim, fica nítido que esse cenário vai contra o preceito constitucional que defende o acesso ampliado às oportunidades educativas. Logo, faz-se importante ir de encontro a minimização desse impasse, pois a expansão do número de vagas poderá ampliar a competitividade entre os trabalhadores brasileiros e, assim, levar a valorização desse, de modo que, com isso, amplie-se, também, o papel do Brasil na economia mundial.
Portanto, ver-se como importante o ensino profissionalizante no Brasil. Em suma, o Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Educação, deve, por meio da reserva orçamentária, destinar recursos para a ampliação dos cursos técnicos, para que, desse modo, corrobore-se com a ampliação do acesso ao ensino profissionalizante. Ademais, o mesmo agente supracitado deve ativar vários profissionais, como os professores, para que estimulem tal acesso através de debates e experiências testes que promovam o primeiro contato do possível aluno com esse setor educativo. Assim, visa-se modificar o cenário retratado por Tarsila do Amaral de modo a contribuir com o avanço técnico e profissionalizante do país.