A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 13/08/2021

Com o advento do Capitalismo Moderno, as relações sociais sofreram profundas mudanças, inclusive as trabalhistas. Nesse segmento, há um intenso e contínuo processo de inovação, o que demanda, por conseguinte, mão de obra qualificada. Nesse contexto, especialistas identificaram a necesidade de adequar o sistema de ensino ao mercado com a implementação de cursos profissionalizantes. Porém, esse ramo, no Brasil, ainda é escasso. Assim, é válido discutir a importância de expandir esse setor no país.

Percebe-se, de início, que o Estado brasileiro é, inquestionavelmente, ineficiente no âmbito da educação básica, o que, sem dúvida, se configura um entrave para implementar cursos profissionalizantes para os jovens. Os resultados de tal ineficiência é refletido nos desempenhos pífios do Brasil no PISA - ranking no qual o país ocupa uma das últimas posições. Assim, nota-se que o modelo atual precisa ser alterado, a fim de dar mais autonomia aos estudantes egressos para uma ruptura definitiva com o subdesenvolvimento. Entretanto, é interesse da classe política e privilegiada manter o povo sem opções de ascensão socioeconômica, como já denunciava o economista brasileiro Celso Furtado.

Outrossim, vale ressaltar os benefícios que a universalização de cursos profissionalizantes trazem para a sociedade. Atualmente, o Brasil lida com um cenário no qual há mais de 14 milhões de desempregados, segundo dados do IBGE. A falta de uma formação adequada contribui com o desemprego, pois o jovem brasileiro sai o ensino médio sem, sequer, dominar português e matemática básicos. Nesse sentido, é importante olhar para países europeus, como por exemplo a Finlândia, a qual possui o melhor desempenho na educação mundial. Lá, mais de 50% dos jovens têm acesso a cursos técnicos. Isso implica alta empregabilidade e qualidade de vida, elementos fundamentais para uma nação desenvolvida.

Portanto, diante do exposto, é necessário que o MEC, ao reformar a diretriz de ensino, foque em disciplinas básicas como português e matemática, pois elas fornecem capacidade de aprendizado maior em outras áreas. Além desse enfoque, é mister a parceria com empresas privadas do segmento de cursos profissionalizantes para que esses sejam implementados desde a educação básica. Isso pode ser feito por meio da redução de impostos, aplicados pela Receita Federal, sobre as empresas que aderirem ao projeto, ministrando os cursos em escolas públicas municipais, estaduais e federais. Destarte, o aluno terá um ofício assim que sair da escola, podendo ingressar no mercado de trabalho, prestar um serviço de qualidade para a sociedade e ascender economicamente.