A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 24/08/2021
A construção de Brasília foi feita em meio a inúmeros desafios, uma delas, foi a falta de mão de obra profissional na região de construção, o que necessitou a busca por profissionais competentes vindo de outras localidades, principalmente do Nordeste, conhecidos como cadangos. Outro problema dessa construção foi os excessivos gastos com a obra, o maior deles foi a locomoção dessas pessoas. A falta de trabalhadores especializados ocorre pela falta de preparação e estudo de jovens e adultos locais, fazendo-se necessário a migração de indivíduos capacitadas para o serviço.
Em primeira análise, como dito pelo economista britânico Arthur Lewis “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.” Com o investimento correto na educação dos jovens da região, os gastos de migração não seriam mais necessários, melhorando também a qualidade de vida de todos essas pessoas, com áreas de conhecimento profissonal bem distribuídas e desenvolvidas pelo país.
Em segunda análise, a Finlândia, por exemplo, têm em média, 50,4% dos estudantes do ensino médio matriculados em cursos profissionalizantes. Enquanto no Brasil este índice é de apenas 11,4%, dificultando a entrada de estudantes brasileiros no mercado de trabalho nacional e internacional, em grande parte, por falta de investimento.
Portanto, conclui-se que é de extrema relevância o ensino profissionalizante, cabendo ao governo federal em parceria com o Ministério da Educação, promover palestras profissionalizantes, ministradas por especialistas no assunto, com o intuito de ampliar o nível de qualificação dos profissionais do mercado atual, juntamente a feiras educacionais e rodas de conversa para poder gerar uma consciência social a respeito da problemática. Ademais, maiores investimentos em nossa educação, se faria necessário para uma grande mudança. Dessa forma, a sociedade poderá desfrutar das benesses advindas dessa ação, deixando ele se equiparar a sociedade do período do presidente JK.