A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 06/09/2021
Após a Segunda Guerra Mundial a maioria dos países asiáticos priorizou a educação profissionalizante, desenvolvendo-se pela rápida formação de mão de obra de qualidade. No entanto, é notório que o Brasil não adotou essa postura, visto que a baixa adesão dos jovens ao ensino profissional ainda tem perturbado o desenvolvimento do país. Tal fato deriva da escassez de investimentos e resulta em entraves econômicos. Sendo assim, faz-se necessária a discussão dessa problemática a fim de que seus efeitos sejam amenizados.
A princípio, é válido ressaltar que o descaso estatal para com as escolas técnicas é um dos principais responsáveis pelo impasse discutido. Sob essa ótica, tem-se a PEC 241/55, autora da limitação do dinheiro público destinado à educação, como sendo um exemplo gritante dessa negligência governamental. Consoante a isso, compreende-se que a depreciação estrutural dessas instituições gerada por essa restrição financeira faz com que esses ambientes deixem de ser vistos como uma boa oportunidade de preparação para o mercado trabalho e sejam evitados pela população. Dessa forma, fica claro o papel negativo desempenhado pela questão em debate.
Ademais, é importante apontar que o problema em pauta afeta diretamente a economia do país. De acordo com a ex-presidente Dilma Rousseff, a formação técnica é a melhor e mais rápida forma de aumentar a competitividade brasileira no mercado. Nesse contexto, ao passo que essa modalidade de ensino colabora para a atração de capital externo e para o subsequente avanço tecnológico, o declínio na aderência a ela possui o resultado contrário, diminuindo o interesse internacional e o progresso do país. Dessa maneira, torna-se perceptível as agravantes implicações que o desafio previamente citado exerce sobre o setor monetário.
Em virtude dos fatos mencionados, depreende-se que é dever do Ministério da Educação, órgão gestor da didática do Brasil, promover, através de projetos de leis que devem ser entregues na Câmara de Deputados, a intensificação da destinação de recursos financeiros aos colégios promotores da instrução especial, visando a reestruturação dessas entidades e, por conseguinte, o aumento no número de aderentes a elas. Assim, espera-se que o cenário vivido na Ásia alcance a coletividade brasileira.