A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 29/09/2021

O sexto artigo da Constituição Federal garante o direito à educação de qualidade para toda a sociedade. Contudo, no Brasil, o ensino profissionalizante, apesar de importante, não tem alcançado a maioria dos jovens. Dessa forma, é preciso entender os fatores que implicam no pouco sucesso dessa ferramenta, que é devido ao pouco investimento, que resulta consequências futuras para os cidadãos.

Primeiramente, o pouco investimento em centros profissionalizantes, no Brasil, é o ponto inicial, o que acarreta em exclusão social. Nesse contexto, ao analisar os artigos do Portal da Indústria, fica evidente esse descaso com esse com esse ensino profissional, dado  que em relação a outros países, como Áustria e Finlândia, que possui mais da metade de seus alunos no ensino médio matriculados em cursos profissionalizantes, enquanto, no Brasil, apenas um décimo. Nessa perspectiva, devido ao pequeno número de jovens no ensino profissional, é notório a violação do direito ao ensino de qualidade, pois os poucos centros escolares públicos não é suficiente para a demanda, que aumenta a concorrência pelas vagas. Assim, para o ingresso nessas escolas é preciso ser aprovado em uma seleção, em que beneficia o aluno de escola particular, por ter uma educação melhor. Nesse sentido a desigualdade social mostra sua ferocidade, pois exclui os alunos que somente depende do Estado.

Ademais, uma das consequências dessa situação no futuro é o desemprego, que o impede de conquistar a cidadania, ou um emprego que não satisfaz sua expectativas. Nesse aspecto, o estilo de trabalho muda junto com a tecnologia, que requer do jovem uma preparação prévia, mas não adquiriu enquanto se devia, no ensino médio. Desse modo, a inserção no mercado de trabalho se torna mais difícil, que o leva a aceitar qualquer trabalho, apesar de todo trabalho ser digno, não é o que ele sonhou. Dessa maneira, o jovem adulto se vê preso nesse ciclo, pois cada vez fica mais difícil de se enquadrar nesse novo estilo de trabalho, que é focado na tecnologia e necessita de um ensino que não teve enquanto aluno. Logo, aquisição da sua cidadania é impedida por uma falha constitucional, que deveria assegurar o emprego e educação de qualidade, ambos presentes no artigo seis.

Portanto, o Ministério da Educação deve criar mais centros profissionalizantes, com o objetivo de aumentar o acesso a esse ensino, tanto para alunos, como também para o cidadão que já se formou e precisa se atualizar para se enquadrar nesse novo estilo de trabalho tecnológico. Para isso, é preciso conseguir empresas parceiras que atuarão investindo na construção e contratação desses cidadãos, em troca receberão do Estado redução de impostos, tendo em vista a diminuição da concorrência por vagas e do desemprego, que resulta em inclusão social.