A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 15/10/2021
“A vida não se define aos 17 anos”
No filme “Um Senhor Estagiário” é relatado a história de Ben Whittaker, aposentado, que tenta voltar ao mercado de trabalho tornando-se um estagiário no site de uma empresa de moda. Todavia, fora da ficção a instabilidade econômica dos cidadãos brasileiros é mais complexa, seja pela ausência de um preparo educacional elaborado ou pela dificuldade de se inserir no mercado de trabalho.
Nesse contexto, é importante destacar que, especialmente os jovens anseiam pela independência na vida pessoal e financeira. No entanto, sem a instrução adequada, muitos indivíduos não traçam um plano de carreira e ocupam vagas vitalícias de desemprego. Diante dessa premissa, o pensamento do educador brasileiro Paulo Freire faz-se coerente, uma vez que, sem a educação a sociedade não pode ser transformada. Logo, é necessário solucionar questões educacionais graves, como por exemplo, o comportamento durante entrevista de emprego e aulas de planejamento financeiro, que são características importantes para formarem-se um cidadão consciente, além de um bom profissional.
Da mesma forma, salienta-se que em um mercado de trabalho nacional acirrado, mesmo que bem preparados, a falta de experiência por parte de jovens frente a técnicos já efetivados em empresas, juntamente com a pressão de familiares por uma profissão e grandes conquistas com pouca idade, os coloca em desvantagem. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) o desemprego entre jovens de 18 a 24 anos chega a 32% no Brasil. Assim, corrobora-se um ciclo vicioso pré-estabelecido pelo setor trabalhista, em que para se adquirir experiência é necessário ter experiência, que só se obtém com uma oportunidade de emprego dificilmente recebida. Por conseguinte, a imposição de um sucesso repentino desmotiva grande parte dos adolescentes a continuar buscando tais chances.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para reverter esse panorama e proporcionar as condições igualitárias para todos os cidadãos. Logo, o Ministério da Educação aliado ao Ministério do Trabalho deve promover em instituições públicas de ensino, palestras e aulas, com psicólogos que ajudem adolescentes e jovens a se situarem melhor a respeito de sua carreira, como proceder, de que forma e em quanto tempo. Outrossim, o Ministério do Trabalho deve buscar, através de incentivos fiscais, parcerias com empresas do setor privado, uma maior inserção de jovens em sua mão de obra e incentivos a programas de cursos técnicos. Desta maneira, será possível assegurar condições mais igualitária aos jovens e auxiliar o futuro dessa nova geração.