A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 21/10/2021
Na sociedade contemporânea, observa-se que a Revolução Industrial possibilitou a integração da tecnologia às metodologias de ensino profissionalizantes, porém tal fator necessita que trabalhadores adquiram a formação técnica ao operar no mercado laboral. Sob esse viés, é visto que o ensino capacitante é fundamental para a construção da economia, mas também para a dignidade voltada ao trabalhador possibilitando que o mesmo possua a interpretação abstrata obtida pelo aprendizado, embora, no Brasil, a inserção dos indivíduos no mercado de ofício seja baixa. Dessa forma, a Carta Magna certifica a educação e a construção da dignidade como direitos fundamentais, apesar de que essa ainda não é eficaz, sendo imprescindível firmá-la para a obtenção de melhores oportunidades de emprego.
Nesse cenário, a qualificação técnica é importante para concretizar as bases educacionais e profissionais. Sob tal ótica, o sociólogo Immanuel Kant cita “O homem é aquilo que a educação faz dele”, sendo que o ensino técnico possibilita que os indivíduos descrevam o futuro a partir de suas necessidades, apesar de que 11,1% dos brasileiros têm dificuldade de ingressar no mercado de trabalho consequência, por exemplo, da baixa escolarização. Dessa maneira, instituições como o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) oportuniza ensinos gratuitos para cidadãos com baixa renda.
Correlativamente, a ineficácia legislativa corrobora com a problemática. Nessa lógica, a gestão pública deveria ser eficaz para concretizar os princípios educacionais de forma a minimizar a quantidade de indivíduos analfabetizados, visto que a inserção no mercado de trabalho se torna desafiadora para tal fator. Assim, a Constituição Federal fundamenta, no artigo 3, a dignidade humana na construção da Nação, embora a qualificação técnica ainda não seja suficiente para alcançar toda a população. Logo, o ingresso no mercado laboral é necessário para a conquista da cidadania.
Diante do exposto, é necessária a afirmação da aquiescência pela população, dado que o ensino profissional integra a economia e também desenvolve trabalhadores para possível ingresso no mercado de ofício. Destarte, as instituições de ensino como o SENAI, em conjuntura com elementos midiáticos, a fim de amparar os indivíduos com baixa escolaridade deveriam, por meio de campanhas e anúncios publicitários garantir o acesso livre à formação técnica focado no aprendizado de determinada profissão. Além disso, o Governo Federal deveria preconizar as ações educacionais, que possibilitem a construção da dignidade humana para que gerações pósteras tenham maiores chances de inserção no mercado de trabalho, desconstruindo assim as mazelas sociais.