A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 26/10/2021

Durante a Segunda Revolução Industrial o taylorismo ganhou grande destaque, devido a inovação do método trabalhista, em que a especialização de cada trabalhador era fundamental para maior lucrativade das fábricas. Partindo desse pressuposto, cada vez mais a sociedade capitalista exige da classe operária as especializações necessárias para a ingressão no mercado de trabalho. No entanto, grande parcela da população não possui acesso ao ensino profissionalizante, que possibilita maior capacitação dos trabalhadores, fato que colabora para o retrocesso do país. Desse modo, é necessária uma discussão mais efetiva no que tange à negligência estatal e ao capitalismo.

Cabe analisar, de início o impacto da negligência governamental frente à problemática. Nesse viés, o jornalista Gilberto Dimenstein, em sua obra “Cidadão de Papel”, destaca que a legislação brasileira é ineficaz, visto que, embora aparente ser completa na teoria, muitas vezes, não se concretiza na prática. Prova disso, é ausência de políticas pública satisfatórias voltadas para assegurar o artigo 205 da Constituição cidadã, que afirma que a educação é um direito de todos e é dever do Estado promovê-la, para que o exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho sejam efetivos. Dessa maneira, é nítido que a legislação diverge do atual cenário brasileiro, tendo em vista que as classes mais baixas da sociedade não possuem acesso ao ensino profissionalizante, devido à falta de ampliação por parte do Estado em distribuir cursos gratuitos aos brasileiros, a fim de capacitá-los.

Outrossim, é importante destacar o impacto do capitalismo na problemática. Acerca disso, o filósofo Karl Marx afirma que a sociedade é definida pelos seus meios de produção. Assim, o atual cenário do capitalismo, que avança para a Quarta Revolução Industrial, em que as relações de trabalho são robotizadas e a inteligência artifical é um fator preponderante, destaca que a classe proletariada deve se especializar e adequar-se as novas transformações. Entretanto, a falta de acesso ao ensino profissonalizante provoca uma discrepâcia entre as transformações do meio capitalista e a capacitação dos trabalhadores, fato que colabora para o desemprego massificado e o aumento das mazelas sociais.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar o imbróglio. Para isso, cabe ao Ministério da Educação instituir cursos profissionalizantes na grade curricular de todas as escolas do ensino médio, por meio de um projeto de lei que será tramitada e aprovada na Câmara dos Deputados. Com o intuito de capacitar os jovens e inseri-los no mercado de trabalho de maneira imediata, a fim de diminuir o desemprego e promover a efetivação da legislação brasileira. Logo, é imprescíndivel que haja a promoção de modo eficaz do ensino profissionalizante em todo território nacional, para que a população adeque-se a Quarta Revolução Industrial.