A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 29/10/2021
Na obra “O príncipe”, do diplomata Nicolau Maquiavel, é postulada a ideia de que os governantes devem agir de modo a garantir o bem universal. No entanto, ao analisar a conjuntura brasileira, constata-se o oposto da premissa supracitada, pois a importância do ensino profissionalizante encontra-se fragilizada, na qual representa um grave problema, que, por debilidade reflexiva dos governantes e do corpo social, configura um estorvo que fere a dignidade isonômica. Nessa ótica, cabe analisar como a negligência governamental e a falta de informação constituem esse impasse no país.
Em primeiro plano, percebe-se, infelizmente, que a sociedade não dispõe de meios que assegurem as virtudes presentes na Constituição de 1988, a qual afirma que todo cidadão tem o direito ao acesso à educação. A priori, segundo o portal de notícias G1, há uma inércia no gerenciamento das políticas educacionais, na medida que o Ministério da Educação não gasta todo o dinheiro que tem disponível. Nesse sentido, o desacato à Carta Magna brasileira demonstra a negligência governamental disposta em solo e o descaso com a população, restringida do ádito dos benefícios dos direitos sociais, por exemplo, qualificação profissional, no decorrer da quebra da isonomia constituinte. Desse modo, evidencia-se a ineficiência do governo na garantia e na manutenção da satisfação social, posto que ele não cumpre seu dever de anteparo coletivo.
Ademais, é perceptível a falta de conscientização informacional na atual década, visto que a população desconhece assuntos de elevada relevância nacional, especialmente atos de cobranças de leis básicas. Nesse contexto, vale salientar que, conforme o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Dessa maneira, é válido analisar que a escassez de informação nos centros educacionais do país resulta em tal impasse hodierno, na medida que a pobreza de atos de conscientização, diante à ilegalidade que os direitos sociais se encontram, influi decisivamente na sua precariedade e remonta o assunto, já que a carência de informação perante o tema estrutura a alienação comunitária, que nesse viés não cobra, de forma intensiva, suas garantias constitucionais. Logo, é imprescindível uma mudança social para reversão desse quadro caótico.
Portanto, fazem-se necessárias ações que efetivem a importância do ensino profissionalizante. Assim, cabe ao governo federal, órgão com máxima administração executiva do país, a intensificação e o aprimoramento do ensino oferecido no território, mediante verbas do cofre público, com o fito de prevenir a violação dos direitos sociais e, eventualmente firmar o cunho da profissionalização. Além de providenciar, com o Ministério da Cidadania, campanhas informativas, que conscientizem a população na cobrança das virtudes nacionais. A partir disso, será possível minimizar o óbice em pauta.