A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 17/11/2021
Desemprego,fome,criminalidade. Diversos são os prejuízos individuais e coletivos da falta de ensino profissionalizante no Brasil. Diante dessa realidade, muitos dos conhecimentos adquiridos no ensino tradicional não são aplicáveis para a evolução e sustentação da sociedade, visto que há poucas mudanças na dinâmica educacional e inoperância estatal quanto a oferta de cursos profissionalizantes para a população. Dessa maneira, é imperativo que esses problemas sejam resolvidos, para que nossa sociedade possa evoluir e se sustentar.
Nessa perspectiva, vale saliente a obsolecência do nosso sistema educacional, no qual foi criado no século XIX durante a revolução industrial, que consiste em carteiras enfileiradas, quadro e professor discursando. Esse modelo foi concebido com a ideia de aplicar o modelo das fábricas no ambiente escolar. Sob esse prisma, o modelo de educação do nosso país deve mudar, pois o mundo contemporâneo possui diversas profissões que não existiam a dois séculos como: influenciadores digitais, gestores de trafégo, social media entre outras profissões que o sistema tradicional de ensino não abrange. Desse modo, a capacitância para o mercado de trabalho moderno não é adquirido.
Além disso, a inoperância estatal é outro fator determinante para a falta de qualificação no mercado de trabalho. Segundo Aristotéles, filósofo grego, o principal objetivo da política é garantir a felicidade de seus cidadãos. Porém, nota-se que a ideia do pensador não é colocada em prática quando se fala de ensino profissionalizante, pois segundo o Ministério da Educação (MEC) foi investido 62 milhões nessa modalidade de ensino em 2021, isso não corresponde nem a 0,01% do Produto Interno Bruto (PIB) que por dados do próprio Governo Federal é mais de 1 trilhão por ano. Diante desse cenário, nota-se a completa falta de interesse do Estado em mudar essa realidade. Logo, é inaceitável que esse descaso governamental continue.
Entende-se, portanto, a necessidade de medidas para aumentar a importância do ensino profissionalizante no Brasil. Para isso, o MEC, precisa adicionar cursos profissionalizantes obrigatórios nas escolas de ensino médio, fornecendo um capital bem maior do que é fornecido hoje, usando pelo menos 1% do PIB para viabilizar também a criação de novas instituições de ensino, desse modo, será ofertado com equidade a todo Brasil. Assim, os estudantes terão uma maior preparação para o mercado de trabalho não precisando se preocupar com desemprego ou fontes ilegais de renda