A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 19/11/2021

No século XVIII, o mundo contemplou a “Idade das Luzes”, um momento ímpar no desenvolvimento intelectual e científico que possibilitou inúmeras melhorias para a vida dos indivíduos que participaram ativamente desse novo modo de interagir com o meio, atravês da valorização da racionalidade. Similarmente, ao exposto, na contemporaneidade, o emprego do conhecimento e racionalidade é tão importante hoje quanto era na epóca das luzes. Por meio da especialização técnica o indíviduo tem garantido a sua capacidade intelectual e também um modo de subsistência, sendo assim, a importância do ensino profissionalizante se norteia na estimulação à capacidade cognitiva e na introdução do indivíduo nos meios de funcionamento econômico da  sociedade.

Segundo o filósofo moderno, Emmanuel Kant, " o homem é o que a educação faz dele", desta maneira o ato de aprender uma função, proporcionada pelo ensino profissionalizante trás ao educando oportunidades únicas de crescimento intelectual. Será construido a relação entre o aprendizado e a função social do indíviduo atravês do ato técnico que ele irá aprender, todo esse processo irá consolidar a capacidade analítica e crítica desta pessoa, o que fará por consequência que suas faculdades mentais sejam amplamente estimuladas. O neurocientista Antonio Damásio, define neuroplasticidade como a habilidade do cérebro adaptar-se frente à demandas, pode-se concluir que o ensino profissionalizante é um catalizador da atividade cerebral.

Ademais, tendo em vista o cenário econômico capitalista, é necessário que a sociedade conheça seus mecanismos de interação e saiba como garantir um local saudável e prospéro neste sistema. Ter a especialização de uma profissão é algo essencial neste processo, já que, ter uma profissão é pré-requisito básico para a sobrevivência neste sistema e a garantia de uma boa qualidade de vida. Com este nível de categorização, o homem pode perceber sua importância nos meios de produção e contribuir para que os processos que o envolvem sejam produtivos, assim contribuindo plenamente para as bases econômicas que geram nosso sistema econômico atual.

Portanto, deve o Estado, criar novos cursos profissionalizantes. Esses cursos devem estar alinhados com as demandas econômicas do país e centralizados aonde os índices de escolaridade são menores, deste modo pode-se especializar comunidades carentes e contribuir para seu crescimento intectual e financeiro. Deve-se, também, capacitar professores para que possam tornar os cursos didáticos e atrativos para o maior número de pessoas possíveis. Espera-se com essas medidas potencializar os efeitos benéficos do estudo profissionalizante em nosso país.