A importância do ensino profissionalizante

Enviada em 14/03/2022

No artigo 23 na Declaração Universal dos Direitos Humanos, consta-se o trabalho como direito de todos os seres humanos, sendo dever das nações promovê-lo. Entretanto, percebe-se que tal direito não é efetivamente posto em prática, em decorrência dos obstáculos encontrados para a efetuação de um ensino profissionalizante adequado, situação que existe devido à ausência de uma educação qualitativa e à omissão do Estado. Assim, hão de ser analisados tais fatores para mitigá-los de maneira eficaz.

Nesse cenário, a falta de uma educação de qualidade é um dos fatores que validam a persistência dos desafios. Essa lógica é perceptível na obra “Primeiras Palavras” do autor Paulo Freire – ao anunciar que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou sua construção”. Nesse sentido, muitas das instituições, principalmente as escolas de ensino regular, não conseguem cumprir com seu papel de responsabilidade quanto à oferta de um sistema educacional competente. Logo, constata-se uma desarticulação entre a Base e os conteúdos técnicos, o que torna os cidadãos susceptíveis aos efeitos da evasão escolar e ao afastamento dos direitos humanos.

Ademais, a negligência legislativa evidencia a omissão do Estado. Segundo o poeta Hideraldo Montenegro, “Nenhum Estado pode ser justo se as leis que o compõe não vêm dos anseios populares”. Desse modo, embora o ensino profissionalizante cumpre um dever fundamental para o mercado de trabalho e para a sociedade como um todo, nota-se uma inadimplência por parte das instâncias governamentais, uma vez que sem o oferecimento de amparo e condição estrutural às instituições educativas, o ensino técnico se torna ilusório, o que destaca a má gestão de políticas públicas eficazes para o combate aos problemas. Dessa maneira, mudanças coerentes nesse cenário são imprescindíveis.