A importância do ensino profissionalizante
Enviada em 25/09/2022
A Revolução Técnico-Científico-Informacional, iniciada no século XX, trouxe di-versos avanços às insdústrias, aumentando sua produtividade e a qualidade dos produtos e serviços. Entretanto, no Brasil, seus adventos significaram expressiva especialização da mão de obra requisitada, o que agrava a questão do subempre-go e chama atenção para a importância do ensino profissionalizante, frequente-mente negligenciado pelo governo. É cabível, portanto, analisar tais aspectos e elaborar uma medida que solucione a mazela no país.
Primordialmente, se faz necessário avaliar o modo que o poder poder público lida com a situação em questão. Para tanto, Gilberto Dimenstein dissertava, em sua obra “O Cidadão de Papel”, acerca do aparato legislativo brasileiro que, embora aparente ser completo, costuma manter-se restrito ao plano teórico. Prova disso são as escassas políticas púbicas voltadas à institucionalização do ensino profis-sionalizante, ação prevista, desde julho de 2008, na Constituição Federal. Dito isso, é clara a contradição explanada pelo autor, uma vez que há negligenciamento de um serviço de responsabilidade governamental.
Como consequência, uma intensa precarização laboral atinge grande parte dos brasileiros. De fato, dados divulgados pelo noticiário “Jornal Hoje”, em agosto de 2022, mostraram que mais de 33 milhões de pessoas estão em situação de sub-emprego no Brasil, atuando na informalidade. Tais dados evidenciam os impactos da falta de ensino profissionalizante no país, na medida em que, sem a especiali-zação demandada pelas empresas, os cidadãos se veem obrigados a buscar tra-balhos informais para sobreviver, o que aumenta as chances de exploração pelos patrões por falta de regulamentação.
Infere-se, sob essa perspectiva, que o governo federal deve adotar ações que solucionem o problema exposto. Para isso, ele deve agir por meio do Ministério da Educação e incentivar a implementação de cursos profissionalizantes dentro das empresas, com aulas que abranjam as variadas funções que podem ser realizadas pelos funcionários. Isso, com a finalidade de permitir que esses se especializem e ocupem cargos regulamentados, o que reduziria o contingente de indivíduos em trabalhos informais e garantiria emprego digno a todos.