A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 10/12/2020
O documentário “Turismo Macabro” aborda os destinos mais inusitados e perigosos de viagens no mundo. Nesse sentido, apesar de o adjetivo presente na nomenclatura de tal filme referir-se as culturas e hábitos considerados diferentes para determinados telespectadores, este poderia ser utilizado para definir o quadro turístico, no Brasil, no âmbito da sustentabilidade. Sob essa ótica, urge o debate a respeito da importância do investimento no turismo, de modo sustentável, no País. Para tanto, questões políticas e capitalistas devem ser analisadas.
Em primeiro plano, destaca-se a negligência governamental nas questões ambientais como uma das causas dessa problemática. À luz dessa temática, ressalta-se que de acordo com a Constituição Federal de 1988, o Estado é responsável pela segurança ambiental e sua preservação para as presentes e para as futuras gerações. No entanto, na prática, no que tange ao turismo, isso não ocorre. Tal apontamento pode ser comprovado, por exemplo, com as situações das praias brasileiras, em que 42% são consideradas impróprias para banho, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, em decorrência da visitação em massa e, consequentemente, o aumento do descarte de lixos de modo inapropriado nesses locais. Desse modo, é inaceitável que o Estado permaneça inerte em relação a elaboração de ações que investem a preservação e manutenção dos pontos turísticos em solo verde amarelo.
Outrossim, o capitalismo selvagem é um dos pilares desse quadro. A respeito disso, ocorre que algumas formas de entretenimento turístico contrastam com o bem estar do corpo ecológico e seus elementos. Um exemplo disso são os zoológicos e parques de animais aquáticos, como o “Sea world”, na Flórida, no qual os animais são retirados dos seus ambientes naturais e explorados com fins capitalistas, e o documentário “black fish” denúncia e demonstra os maus que os animais de tal local são submetidos. Dessa forma, não é coerente que o ramo turístico, que movimenta 1 trilhão de dólares anualmente, de acordo com a Organização Mundial de Turismo (OMT), ainda não invista em práticas ecológicas e respeitosas de lazer no Brasil no mundo.
Infere-se, portanto, que é imprescindível que o turismo sustentável seja implantado no Brasil, entretanto, aspectos políticos e a lógica capitalistas interferem nesse processo. Assim, é necessário que o Estado, na figura de Poder Legislativo, elabore um projeto de lei que vise, por meio de multas, taxar turistas que pratiquem ações não sustentáveis, como o descarte inadequado de lixo, com o fito de assegurar a segurança ecológica dos pontos turísticos. Ademais, o órgão supracitado, deve, também, criar um fundo econômico, com o objetivo de revestir parte do lucro obtido com as viagens em melhoria dos locais de Turismo. Dessarte, documentários poderão abordar o Turismo ecológico no País.