A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 15/12/2020
Na década de 30, a plano de governo varguista visava a ampliação do setor turístico brasileiro como forma de valorização da identidade nacional. Por consequência, esse processo têm resultado na degradação do meio ambiente por dois fatores principais: a inobservância estatal e o individualismo das empresas que compõem esse ramo. Em vista disso, existe a importância de se investir no turismo sustentável brasileiro.
A priori, o Estado não efetiva a preservação do meio ambiente dentro da atividade em destaque. Posto isso, fragiliza-se o artigo 225 da Constituição Federal, que afirma que todos têm direito a um ambiente ecologicamente equilibrado. Nessa perspectiva, é lamentável que os indígenas, por exemplo, tenham seu ambiente natural desequilibrado, pois, existe próximo aos rios, a proliferação de barraquinhas de lanches sem fiscalização e sem um cuidado para que não haja lixo sendo jogado na natureza. Dessa forma, esse cenário é reafirmado por dados do R7, que dizem que esses locais recebem até 1500 pessoas por dias sem que exista intervenção estatal e, assim, os rios que são fontes de pesca, acabam se tornando inacessíveis para os indígenas. Portanto, deve-se discutir esse cenário.
A posteriori, o negligenciamento, por parte dessas empresas, em incluir a preservação do meio ambiente, evidencia o individualismo dessas. Sob essa ótica, é possível declarar que esse contexto caminha com o processo de globalização que, por sua vez, minimizou as questões ecológicas frente a busca pelo lucro. A partir disso, Francis Bacon, sociólogo francês, afirma que o erro fixa-se no hábito e tende à continuidade, de forma que isso reafirme o legado histórico discutido quando, por exemplo, as empresas turísticas que trabalham na orla marítima, usam materiais não degradáveis para a venda de alimentos. Nesse viés, isso é analisado pela BBC News evidenciar que 40% do lixo das praias é material plástico. Logo, em vista da degradação desse ambiente, deve-se atuar de forma crítica.
Em suma, entende-se que é necessária a atuação interventiva. Em vista disso, o Ministério da Cultura deve contratar pessoas, por meio de concursos públicos, para a efetivação do artigo 225. Partindo desse pressuposto, os contratados deverão compor um setor específico para a promoção do turismo sustentável, de forma que serão responsáveis por fiscalizar se as empresas desse setor estão dentro dos padrões constitucionais por meio do policiamento de suas atividades e do acompanhamento estatísticos de seus impactos no meio para que, dessa forma, o direito a um ambiente ecologicamente equilibrado seja garantido para todos. Sendo assim, visa-se corroborar para a ampliação do turismo sustentável e minimizar o contexto social analisado por Francis Bacon.