A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 15/12/2020
A eco-92 foi uma conferência ocorrida no Rio de Janeiro, em 1992, reunindo vários líderes do mundo para discutir alternativas para o desenvolvimento sustentável com o objetivo principal de conciliar preservação e desenvolvimento. Atualmente, no Brasil, o turismo sustentável vem substituindo o extrativismo predatório, visto que não são gera mais lucros que tornam a região autossuficiente, mas também possui maior longevidade, sendo necessário debater propostas para sua prática no país.
Primeiramente, vale salientar sobre autonomia econômica das áreas que empregam o turismo ecológico. No Pantanal mato-grossense, as onças-pintadas passaram a ser preservadas pela comunidade nativa devido ao lucro no turismo que geram receita para guias, hotéis, e restaurantes, sustentando toda uma localidade. Assim, ao gerar lucros a preservação para ser viável, sendo essa única forma de garantir a biodiversidade da região; quando a demanda humana é suprida. Dessa forma, diversas comunidades carentes do Estado passaram a possuirem formas de melhoria de vida, jaáque muitos desses locais sao marginalizados pelo governo.
Além disso, é válido destacar a longevidade desse negócio em relação aos demais. O extrativismo do Pau-brasil, em 1500, na costa brasileira, perdurou por aproximadamente 30 anos, deixando de ser economicamente útil a coroa portuguesa posteriormente. Com esse fato supracitado, fica evidente que atuar de maneira ecologicamente correta significa não só garantir diversidade às gerações futuras, mas também a prorrogaçao do uso da natureza e consequente maior arrecadação, já que serão usados por tempo maior, do que aqueles negócios no qual a natureza nao é respeitada.
Portanto, tendo em vista os aspectos positivos que o turismo sustentável traz para o Brasil, medidas precisam ser tomadas a fim de estender tal prática. Cabe ao Ministério do Turismo apoiar financeiramente áreas atrativas, ou seja, com grande biodiversidade e, promover a divisão justa dos lucros, incluindo desde os fazendeiros que têm seu plantio atacado por animais e por isso precisam de um retorno financeiro, até os ribeirinhos que sobrevivem da caça e sem estarem inseridos continuaram predando, por meio da criação de entidades fiscalizadoras para organizar e credenciar os moradores locais a atuar naquela região, para que não seja preciso extrair da natureza de forma irresponsável. Ao Ministério da Segurança destina-se a proteção contra o contabando da fauna e da flora, com a criação depostos de vigias em áreas estratégica e pela abertura de canais de denúncia, para inibir e punir o manejo ílegal da natureza. Dessa maneira, o que foi proposto na conferência eco-92 passará a ser cumprido.