A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 16/12/2020

O governo de Singapura transformou as principais cidades do país em um paraíso verdejante, além de multar turistas que são vistos poluindo o local, o que permitiu o turismo funcionar em comunhão com a sociedade e com a natureza. Infelizmente, o mesmo panorama não pode ser observado no Brasil, onde a importância do investimento no turismo sustentável não tem sido vista. Nesse sentido, pode-se dizer que a raíz desse problema encontra-se atrelada ao capitalismo exacerbado e à corrupção estatal.

Mormente, é evidente que o capitalismo é o principal fator no que toca a essa problemática. A esse respeito, é válido evocar o Fordismo, teoria de produção industrial, o qual enfatiza a produtividade com o menor custo, mas sacrifica a salubridade trabalhista a fim de maximizar a receita. Nesse sentido, pode-se dizer que esse problema está intrinsecamente atrelado a esse pensamento, uma vez que as agências de turismo ignoram o meio ambiente e as populações locais para que possam implantar métodos mais lucrativos de exploração. Assim sendo, a carência de uma legislação específica que regulamente essa prática contribui para a inexistência de um turismo mais sustentável.

Outrossim, a inércia estatal é outro fator o qual contribui para esse problema. Nessa lógica, está impresso na Carta Magna do país que é dever do Estado prover o direito ao ambiente ecologicamente equilibrado e à harmonia social, o que notadamente não é visto no turismo brasileiro, o qual é pautado em uma metodologia exploratória. Isso ocorre porque as instituições governamentais são coniventes com tal uso abusivo, visto que elas são subornadas para que possibilitem um cenário sem fiscalização e sem lei para que as empresas continuem com o trabalho sujo. A exemplo disso, a notícia divulgada pelo G1, em 2015, no qual a Polícia Federal prendeu cerca de 30 pessoas por atos corruptivos no Ministério do Turismo, o que evidencia a subversividade nessa área.

Urge, portanto uma solução definitiva para esse problema. Para isso, é  necessário que o Poder Judiciário limite o turismo explorativo com a elaboração de uma lei e isso será possível por meio da fiscalização do Ministério Público Federal, o qual deve averiguar, com o uso de fiscais e advogados, se as empresas de turismo estão respeitando o meio ambiente e a população ou se há casos de corrupção. Caso seja apurado, uma multa no valor de 40% do lucro anual da empresa deverá ser aplicada. Assim, espera-se que o turismo agressivo seja atenuado, indo a favor de um mais sustentável como aquele que funciona em Singapura e deve ser levado como parâmetro.