A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 19/12/2020

O advento da globalização, aliado às tecnologias de comunicação e maior acessibilidade a voos, em escala global, impulsionou o turismo de forma avassaladora, transformando-o em uma atividade extremamente lucrativa para as cidades e pontos mais visitados. Entretanto, para que não se mantenham os prejuízos que estão atrelados à movimentação turística - como, por exemplo, o desrespeito ao meio ambiente local e a desconsideração com a economia nativa -, é necessário reverter a atual lógica insustentável.

A princípio, destacam-se as consequências associadas ao descaso ambiental dos turistas e, principalmente, dos organizadores locais. Acontece que, mesmo havendo uma parcela de responsabilidade daquele que corrobora com os danos ao meio ambiente - como jogar lixo no chão e nos corpos de água, o que acontece, comumente, nas praias -, o papel principal de conscientizar e punir tais atos desrespeitosos é das autoridades locais e organizadores de eventos. Logo, é possível assumir que, caso esses agentes sejam negligentes, danos à natureza, muitas vezes irreversíveis, podem ser causados.

Em segundo lugar, nota-se, de maneira conjunta, uma exclusão da população nativa da economia movimentada pelo turismo, gerando uma nova desigualdade social local.. Exemplo disso é a entrada de comércios e redes hoteleiras não-nativas que passam a competir, com preços mais acessíveis e serviços antes inexistentes, e provocam a diminuição ou extinção da renda de populações locais, que podem, inclusive, passar a trabalhar nessas novas empresas, sendo sua única possibilidade de emprego.

Fica evidente, portanto, que é preciso reforçar o exercício da sustentabilidade, tanto ambiental quanto social, para reverter o cenário perverso em atividade atualmente. Para isso, é necessária a criação de um novo órgão gestor do turismo brasileiro, feita pelo Ministério do Turismo, por meio da formação de uma equipe técnica de ambientalistas, e economistas, de modo a desenvolver limites ao interesse privado e promover a inclusão das populações locais nas atividades econômicas, além de fiscalizar os danos ao meio ambiente, aplicando multas e revertendo a verba para a preservação ambiental local, priorizando, dessa forma, a garantia da prosperidade da sociedade atual e futura.