A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 22/12/2020

Em uma tirinha do ilustrador Alexandre Beck, a personagem “Fê” expressa que, de tijolinho em tijolinho, muros podem ser construídos. Nesse sentido, o panorama da falta do desenvolvimento da sustentabilidade na prática turística no Brasil assemelha-se a esse trecho da ilustração, no qual a passividade estatal e a indiferença social são obstáculos que contribuem para a construção da muralha dos danos ambientais. Logo, é necessário desenvolver o turismo sustentável no país.       Precipuamente, o governo é passivo na proteção dos pontos turísticos. De acordo com a ex-primeira-ministra britânica Margaret Tatcher, o Brasil é uma superpotência em potencial. À luz das ideias da autora, percebe-se que o Estado não valoriza o desenvolvimento do país, tendo em vista que não protege as belezas nacionais que atraem os viajantes. Sendo assim, o potencial brasileiro não é impulsionado na área turística.

Outrossim, a população é indiferente ao cuidado dos locais turísticos. Segundo o sociólogo George Simmel, a indiferença se faz fortemente presente na sociedade atual. Nessa perspectiva, a falta de consciência da população sobre a proteção dos pontos turísticos brasileiros, faz que as pessoas continuem a poluir e degradar esses ambientes. Por isso, é importante lutar contra a indiferença social a essa questão para promover a sustentabilidade na prática turística.

Destarte, ações são essenciais para desenvolver o turismo sustentável no Brasil. Cabe ao Ministério do Turismo, em parceria com empresas turísticas, mediante um projeto de lei, criar um programa chamado “Turismo Sustentável”, com o fito de lutar contra os prejuízos ambientais causados por essa atividade econômica. Essa medida deve ser realizada com a conscientização da população a partir de vídeos de alerta a serem exibidos na entrada dos pontos turísticos e com fiscalização por profissionais para evitar e punir danos ao ambiente. Dessa forma, serão construídas pontes para a superação do problema — em vez de muros — como sugere o protagonista Armandinho, no fim da tirinha de Beck.