A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 07/01/2021

“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele, não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento a um contexto de meio ambiente, a falha sustentabilidade do turismo brasileiro funciona como gotas de sujeira poluidoras. Nesse prisma, fatores como a falta de incentivo e de atenção impedem a limpeza do grande oceano chamado sociedade.

Em primeira análise, a falta de incentivo em promover o turismo sustentável mostra-se como um dos desafios para a resolução do problema. Segundo Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma das causas do empecilho: se as pessoas não possuem informações sérias e verídicas - cuidar para não jogar lixo ao visitar lugares, por exemplo - sobre o desgaste do meio ambiente decorrente de atividades de passeio, sua visão será limitada e, consequentemente, o coletivo não será influenciado a reverter tal situação. Nesse sentido, o turismo será o causador da extinção de relíquias culturais naturais que formam a identidade nacional - casas de cultura e museus - , pois pessoas visitam monumentos históricos e não se preocupam com a manutenção e a integridade do local

Em segunda análise, a carência de atenção do corpo político apresenta-se como outro fator que dificulta a implementação do turismo sustentável. De acordo com Thomas Hobbes, filósofo contractualista, o estado deve garantir o bem-estar social. Nesse viés, a fala do pensador não transmite a realidade brasileira, uma vez que o governo não dá prioridade suficiente para a questão do turismo que, muitas vezes, apresenta infraestrutura deficiente, permitindo a degradação dos lugares históricos, por exemplo, o baixo número de lixeiras em visitações de locais ao ar livre, o qual aumenta a incidência de lixos jogados no chão pelas pessoas. Nesse âmbito, se o órgão máximo não aumentar os recursos de ações federais, como a limpeza organizada, não sobrará localidades que permitam viagens e lazer.

Portanto, é evidente uma tomada de medidas que efetuem o turismo sustentável. Por conseguinte, cabe à escola realizar palestras sobre educação ambiental, ministradas por psicólogos, nas instituições de ensino, com o “slogan”: “Ensinando sustentabilidade”. Esse projeto pode ser feito por meio de um diálogo entre o público presente e o especialista referente às formas de comportamento sustentável em ambientes naturais de viagens e paisagens turísticas, como jogar o lixo nas lixeiras, não retirar objetos do local, a fim de que a população seja incentivada a não degradar as localidade culturais, resultando em uma população mais informatizada e atuante. Dessa forma, a limpeza do grande oceano, a fé na humanidade e o turismo sustentável tornar-se-ão destinos certos.