A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 30/12/2020

A Constituição Federal brasileira, pormulgada em 1988, prevê a todo cidadão o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, no artigo 225. No Brasil, entretanto, a falta de investimentos direcionados ao turismo sustentável acarreta danos irreversíveis contra a fauna e flora brasileiras, já que prescidem de cuidados. Nesse sentido, o turismo predatório e o descaso governamental são fatores que corroboram esse triste fenômeno.

Diante desse cenário, é de conhecimento geral a vasta diversidade ecológica encontrada no território brasileiro, que, anualmente, gera um número impressionante de visitantes de todo o mundo. Segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo, a atividade turística constitui 10% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. Dessa maneira, é possível verificar a forte presença no cenário econômico, o que implica novos desafios quanto ao direcionamento de finanças para promover a sustentabilidade. Com isso, a maior biodiversidade é, infelizmente, cobiçada por interesses capitalistas, cujos lucros, muitas vezes, menosprezam a questão ambiental quando não destinam o dinheiro, ganho com a própria natureza, para a devida preservação do local.

Paralelo a isso, o descaso governamental demonstra o descomprometimento para tornar essa atividade viável, tanto na esfera social quanto na esfera ambiental. É válido citar a primeira conferência ambiental da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual foi apresentado o inédito e necessário conceito de sustentabilidade, em 1987, que implicava a preservação dos recursos para as próximas gerações. A partir disso, comprova-se a preocupação com essa questão há décadas pelo globo, que, no Brasil, até nos dias atuais, é negligenciada no turismo, tendo em vista a falta de políticas públicas e investimentos por parte do Estado para promover a visitação consciente e saudável.

Em síntese, o turismo predatório e o descaso governamental corroboram a falta de investimentos no turismo sustentável no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Ministério do Turismo, por meio das verbas governamentais, promover a fiscalização das atividades turísticas, com o intuito de preservar a rica biodiversidade, a fim de estimular, principalmente nos grandes pontos turísticos, o manejo biosustentável do local e não permitir a degradação do meio ambiente. Desse modo, espera-se atenuar essa triste situação e aproximar a meta de sustentabilidade da ONU para 2030 da realidade brasileira.