A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Globalização, turismo e degradação ambiental são termos que estão interrelacionados na realidade capitalista contemporânea. No entanto, pode-se definir metas viáveis para promover a fusão positiva da questão econômica com o turismo, no Brasil, a partir do direcionamento de verbas destinadas ao turismo sustentável - atividade socialmente justa, economicamente satisfatória e ecologicamente correta. Nesse viés, infere-se a prevalência do baixo investimento a essa atividade econômica, no cenário brasileiro, que pode ser analisada na esfera do poder público e da sociedade civil.
Primeiramente, identifica-se a negligência do governo federal acerca do gerenciamento e da preservação dos vastos biomas - ecossistemas de altas biodiversidades e agregados de potencialidades turísticas - relacionada ao progressivo desmatamento das áreas de proteção ambiental, voltadas para o crescimento do mercado financeiro. Sob essa perspectiva, segundo Jean-Jacques Rousseau: “Só o ambiente campestre pode purificar o amor e libertá-lo da corrupção social”. Dessa forma, é evidente que o aumento do incentivo ao turismo sustentável dialoga com o incremento da economia e, também, com a construção de uma sociedade equilibrada, justa e menos corrupta mencionado por Rousseau. Logo, faz-se imprescindível o redirecionamento do pensamento capitalista desenfreado com a adição de ações ecologicamente corretas, uma vez que o referido processo avalassador não se sustenta, a longo prazo, e afeta, diretamente, as futuras gerações e a natureza.
Por conseguinte, é vital para o êxito do turismo sustentável a inclusão do setor privado, que são responsáveis pela expressiva dinâmica do Produto Interno Bruto (PIB), segundo IBGE. Logo, observa-se que o aumento dessa modalidade turística, em áreas ecologicamente preservadas, fomenta a economia da população adscrita e reverbera na melhora das condicionantes objetivas vinculadas a aquisição da plena cidadania, tais como o acesso ao trabalho, à educação e à moradia, contempladas na Constituição de 1988 como um dever do Estado. Assim, pode-se ratificar que a adesão das citadas instituições sociais a essa causa mitiga o grave descompasse ambiental vivenciado na contemporaneidade.
Fica clara, portanto, a necessidade de aumentar os investimentos nessa macroárea econômica. Para isso, o governo federal - órgão de âmbito nacional responsável pela preservação de biomas nativos - deve minimizar os impostos voltados ao turismo sustentável, no intuito de maximizar essa atividade econômica e minimizar os impactos ao meio ambiente. Ademais, o Estado deve oferecer subsídios aos microempreendedores deste setor, no sentido de viabilizar a infra-estrutura e garantir o acesso aos direitos presentes na Constituição e, por consequência, libertá-lo da corrupção social.