A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 11/01/2021
A animação da Disney “Moana”, conta a história de uma jovem que tem a missão de restaurar o equilíbrio da natureza. Ao longo da jornada, o filme mostra a importância dos recursos naturais e a obrigação de todos os preservarem. Sob essa lógica de ficção, percebe-se que a realidade tratada no filme não se afasta muito do atual contexto, visto que há a tentativa de um reequilíbrio sustentável em diversos setores, principalmente no turismo. A partir desse viés, é válido discutir o turismo predatório, bem como os desafios para um turismo sustentável.
De início é importante entender sustentabilidade como uma forma de satisfazer as necessidades do presente sem comprometer a capacidade de gerações futuras de satisfazerem suas próprias necessidades. Porém, o turismo estabelecido nos dias de hoje vai de encontro a esse conceito, pois se dá de um modo excessivamente predatório e insustentável. Exemplos dessas ações que causam danos à natureza podem ser vistos em praias brasileiras saturadas de turistas, os quais deixam resíduos que contaminam o mar. De acordo com a OMT (Organização Mundial de Turismo), o índice de lixo encontrado nas praias em época de férias aumenta 70%. Dessa forma, observa-se a irresponsabilidade para com o meio ambiente.
Convém pontuar, ainda, que muitas cidades dependem do turismo para sobreviver economicamente, principalmente interiores que tem como única fonte de renda suas paisagens naturais, mas são desafiadas ao tentarem conciliar crescimento econômico com sustentabilidade. Isto posto, nota-se que apesar dos impactos negativos, o turismo é também um vetor de desenvolvimento e de aproximação do homem com a natureza, se tornando uma importante ferramenta. No entanto, por ser mal administrada pelo homem, não se utiliza o turismo para educar a população ecologicamente, mas sim o oposto, tendo como consequência sua própria extinção. Entende-se, portanto, a desesperança de Machado de Assis para com a humanidade, o qual nunca concedeu a seus personagens o poder de gestão e protagonismo social.
Uma mudança real para esse problemático cenário pode e deve ser feita por meio de ações efetivas do Estado, o qual, juntamente com o Ministério de Turismo, utilizando-se dos recursos da união pode gerar incentivos fiscais para cidades que limitarem a quantidade de visitações, obedecendo às demandas naturais do local, pois ao haver saturação o índice de contaminação por lixo e o desrespeito para com a natureza aumenta. Faz-se necessário também a atuação da imprensa socialmente engajada, pela capacidade que tem de amplo alcance populacional, pode por intermédio das propagandas em veículos midiáticos instigar a prática de preservação dos recursos naturais em visitas turísticas.