A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O monte Everest, alvo de turismo, foi apelidado de “o lixo mais alto do mundo” devido a toneladas de lixo deixadas pelos visitantes. Caio Queiroz, brasileiro especializado no mercado socioambiental, realizou uma viagem até o monte de forma sustentável gerando um documentário. A partir deste contexto, pode-se afirmar que é possível unir turismo e sustentabilidade também no Brasil, por meio de incentivo à ações sociais que diminuam a produção de dejetos, afim de diminuir a proliferação de doenças, e a maior valorização de patrimônios históricos para que não sejam depreciados.
É necessário avaliar, primeiramente, a falta de estímulo ao setor turístico em relação à ações que busquem a diminuição do lixo produzido pelos turistas. No ano de 2020, o Ministério do Turismo investiu cerca de um bilhão de reais em infraestrutura, mas nada destinou-se ao incentivo ao uso de produtos recicláveis por viajantes e pelos locais de hospedagem. Assim, o acúmulo de lixo produzido aumenta, o que, por exemplo, contribui para a disseminação de doenças como cólera e giardíase, aumentando, também, os gastos com a saúde, prejudicando a economia do país.
Em segundo lugar, algo a ser discutido é a desvalorização por parte dos brasileiros quando se trata dos próprios patrimônios históricos. Isso teve início na era colonial, quando o país foi dominado por Portugal, que, por sua vez, ignorou as culturas, crenças e artes do povo nativo, através da destruição de tribos e catequização dos índios, levando a normalização da depreciação dos patrimônios históricos locais, que é contrária à política de desenvolvimento sustentável, que prega a preservação histórica.
Pode-se concluir, portanto, a importância do incentivo políticas públicas que corroborem para o desenvolvimento do turismo sustentável. Isso pode ser alcançado com o estímulo do Ministério do Turismo à valorização da cultura local, através de campanhas regulares divulgadas nas mídias, que contem a história do Brasil por meio de seus pontos turísticos, para que, não só os turistas, mas também os moradores contribuam para a preservação histórica e, consequentemente, para o turismo sustentável.