A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 13/01/2021
A conferência ambiental “Eco-92“, realizada na cidade do Rio de Janeiro, abordou, entre outros assuntos, a importância da adoção de práticas econômicas ecologicamente corretas. Nesse sentido, nota-se a importância do turismo sustentável para conciliação entre progresso e meio ambiente. Assim, faz-se preciso compreender o papel governamental nessa questão e os impactos negativos gerados pela falta de uma consciência no turismo.
Nesse viés, é preciso salientar a importância da ação governamental. Sob essa ótica, o turismo sustentável é essencial para fornecer a visitação de paisagens naturais, mas sem a destruição desses meios em detrimento do desenvolvimento econômico. Assim sendo, a fim de promover a seguridade das belezas brasileiras surge, em 2012, o “Mapa do Turismo Sustentável” para acarretar visibilidade para essa atividade preservacionista. Contudo, os elevados índices de exploração dos biomas brasileiros - especialmente na Amazônia e no Cerrado - contrariam essa perspectiva e colocam em risco os ecossistemas. Logo, nota-se que, apesar da iniciativa, o turismo sustentável ainda enfrenta desafios.
Diante disso, é evidente que essa conjuntura acarreta prejuízos. A esse respeito, consoante James Hardin, ecologista do século XX, a ganância individual condena os recursos coletivos à falência. Nesse cenário, a exploração excessiva provoca a destruição de patrimônios imateriais ambientais brasileiro, realidade que afeta a distribuição da flora local e interfere em cadeias e teias ecológicas. Ademais, essa destruição também afeta o homem, pois intensifica as emissões de carbono e o aquecimento global - nocivo para a saúde humana -. Isso posto, o filme “Wall-E” retrata as consequências dessa realidade, uma vez que exibe uma sociedade que precisa fugir da Terra devido à destruição dos recursos bióticos e abióticos em massa, situação que parece representar o mundo hodierno cada vez mais.
Destarte, é fundamental a implementação do turismo sustentável. Portanto, cabe ao governo, por intermédio do Ministério do Turismo, incitar que agências e estabelecimentos adotem essa maneira de trabalho. Por conseguinte, essa proposta será realizada por meio da parceria com o Ministério da Economia, o qual deve direcionar parte da verba da Lei de Diretrizes Nacionais para a instauração desse exercício, e, assim, fornecer incentivo monetário para que cada vez mais organizações adotem essa atividade. Por fim, isso deve ser feito com o fito de atenuar a prática do turismo predatório e promover a adesão ao ecoturismo e à exaltação cultural, aproximando-se da proposta realizada pela “ECO-92".