A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 13/01/2021

No preâmbulo da Carta Magna brasileira, definiu-se o Estado Democrático como imprescindível ao exercício da cidadania. Hodiernamente, contudo, a prevalência do turismo como atividade poluente, por exemplo, configura uma realidade à margem da democracia. Nesse viés, a importância de se investir em ecoturismo, no Brasil, representa ainda enormes desafios. Pode-se dizer, então, que a tênue ação estatal e o individualismo do empresariado são os principais responsáveis pelo quadro.

Primeiramente, ressalta-se a inoperância governamental para combater a carência de infraestrutura sustentável. Segundo o pensamento hobbesiano, o Estado é encarregado por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à negligência das autoridades, de acordo com o jornal “O Globo”, o maior obstáculo à implantação do ecoturismo em território nacional era o sucateamento das tecnologias ecológicas disponíveis. Dessa forma, geram-se condições favoráreis à perpetuação da poluição, e os direitos mais básicos positivados em lei, como o direito à proteção ambiental, são ameaçados.

Outrossim, a exclusiva ambição lucrativa é parte elementar do problema. Acerca disso, destaca-se um princípio fundamental da filosofia marxista, do qual se deduz que o bem pessoal, em detrimento do coletivo, ocasiona inúmeros transtornos para uma comunidade. Em análise realizada pela revista “Exame”, verificou-se que os investimentos privados, destinados ao turismo predatório, apresentaram altas abruptas nos últimos anos, tendo em vista a crescente rentabilidade do setor. Logo, desrespeita-se, em nome de interesses individuais, importantes conceitos filosóficos, culturalmente consagrados, que equilibram as relações humanas. Dessarte, o bem grupal padece sob o jugo de intenções egoístas.

Portanto são necessárias medidas capazes de restabelecer a ordem democrática. Cabe ao Governo Federal atuar em favor da população, mediante a gênese de leis que incentivem o atividades econômicas sustentáveis, a fim de assegurar a preservação ambiental e o direito à integridade ecológica. Ademais, o corpo social deve pressionar os empreendedores a encerrarem o financiamento descabido ao turismo poluidor, por meio de atos educativos e campanhas de mobilização em praças e locais públicos, com a distribuição de cartilhas informativas e material complementar, no intuito de viabilizar a manutenção da vitalidade ambiental. Assim, obter-se-ão os requisitos indispensáveis à restauração da soberania civil.