A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 14/01/2021

Em 1500, A Carta de Pero Vaz de Caminha foi enviada ao rei português. De acordo com ela, o Brasil apresentava uma natureza exuberante e nativos selvagens. De maneira análoga, devido à sua fauna e flora diversificada, o país continua impressioanado as pessoas, o que torna-o um grande atrativo turístico. Contudo, tal dinâmica econômica não é exercida de forma sutentável. Diante disso, cabe analisar a degradação ambiental e exclusão social como problemas a serem superados.

Em primeiro lugar, observa-se que a devastação da natureza é uma das principais mazelas do turismo não ecológico. Isso ocorre devido à associação entre a presença de diversos biomas diversificados e únicos no mundo, o que torna a nação extremamente turística, bem como a ausência de políticas estatais que assegurem a integridade do ambiente. Sob esse viés, o país contraria o Relatório de Brundtand, visto que não garante o equilíbrio entre avanço econômico e preservação do meio, o que gera poluição e devasta áreas consideradas “cartões postais”. Portanto, evidencia-se que a negligência governamental diante de um dos principais polos de atração monetária causa problemas antrópicos que afetam diretamente a homeostase da natureza e seriam evitados com o ecoturismo.

Ademais, interessa, ainda, frisar que, apesar do turismo sustentável também relacionar a inclusão social ao equilíbrio natural, as populações nativas e suas respectivas culturas são segregadas e desvalorizadas nas áreas de turismo. Isso acontece em virtude do menosprezo histórico de quem detém os recursos financeiros em relação aos nativos, como é observado na Carta de Pero Vaz de Caminha, cujo preconceito é resumido em selvageria. Nessa perpectiva, o povo local não usufrui dos lucros obtidos pelo turismo em sua região e fica fadado ao subemprego para garantir os ganhos dos grandes empresários.  Com isso, nota-se que o tipo de turismo praticado não atende às exigências da Contituição Federal de 1988, haja vista que, segundo o artigo 225, o meio ambiente deve ser utilizado para manter a qualidade de vida da população.

Fica claro, desse modo, que tanto a degradação da natureza quanto a exclusão social evidenciam a necessidade de implantar o turismo sustentável no país. Para reverter o quadro, urge que o Ministério do Turismo combata o desequilíbrio ambiental, por meio da fiscalização e incentico fiscal ao empresário que atuem de forma ecológica. Essa medida tem o intuito de mitigar a devastação dos biomas brasileiros. Além disso, é imprescindível que o Governo Federal atue na inclusão de nativos, por intermédio da criação de museus que valorizem a cultura local e insentivo à formação de empresas de turismo por locais. Essa proposta objetiva melhorar a qualidade de vida da população e garantir sua participação nos lucros. Dessa maneira, vislumbrar-se-á uma nação que valorize a sustentabilidade.