A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 14/01/2021
A conferência ambiental “Eco-92“, realizada na cidade do Rio de Janeiro, abordou, entre outros assuntos, a importância da adoção de práticas econômicas ecologicamente corretas. Nesse sentido, nota-se a importância do turismo sustentável para conciliação entre progresso e meio ambiente. Assim, faz-se preciso compreender como a ineficácia governamental em implementar esse projeto culmina em uma grave problemática para a preservação da fauna e flora nacional.
Nesse viés, é preciso salientar a importância do papel do governo e como ele tem falhado nessa questão. O turismo sustentável é essencial para fornecer a visitação das paisagens naturais de um país, e, por isso, foi, em 2019, considerado pela Organização das Nações Unidas – ONU - como a atividade do ano. Contudo, os índices anuais de desmatamento e exploração ambiental fornecidos pelo Instituto de Pesquisas Espaciais no país vão de encontro à essa perspectiva sustentável, o que denota a ineficácia do governo em atender as demandas de muitos turistas. Logo, ao não se adequar a essa realidade, além de afetar os biomas nacionais, o país perde em fins lucrativos, o que prejudica sua economia.
Diante disso, é evidente que essa conjuntura acarreta prejuízos. Consoante James Hardin, ecologista do século XX, a ganância individual condena os recursos coletivos à falência. Sob essa ótica, é notório que a exploração excessiva, motivada pela cobiça do homem, provoca a destruição de patrimônios ambientais, o que afeta os níveis ecológicos de uma região. A esse respeito, o filme “Wall-E” retrata as consequências dessa predação ao exibir uma sociedade que precisa fugir da Terra após consumir todos os seus recursos. Esse cenário predatório, o qual se intensifica cada vez mais, prejudica a saúde humana devido ao aumento das emissões de carbono - que aumenta o aquecimento global- e coloca em risco sua vivência.
Destarte, é fundamental a implementação do turismo sustentável. Portanto, cabe ao governo, por intermédio do Ministério do Turismo, incitar que agências e estabelecimentos adotem essa maneira de trabalho. Por conseguinte, essa proposta será realizada por meio da parceria com o Ministério da Economia, o qual deve direcionar parte da verba da Lei de Diretrizes Nacionais para a instauração desse exercício, e, assim, fornecer incentivo monetário para que cada vez mais organizações adotem essa atividade. Com essas medidas, deve-se atenuar a prática do turismo predatório e promover a adesão ao ecoturismo e à exaltação cultural, aproximando-se da proposta realizada pela “ECO-92".