A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 30/03/2021

Para Paul Watson, cofundador do Greenpeace, “inteligência” é a habilidade desenvolvida pelas espécies para viver em harmonia com o meio ambiente. Sob esse prisma, o turismo sustentável destaca-se como um expoente promissor, digno de investimentos financeiros, que valida positivamente o benefício evolutivo mencionado. Nesse sentido, convém averiguarmos a importância de tais financiamentos nessa área, assim como os impasses que impedem a sua plena aplicação no Brasil.

De início, é inegável o caráter assertivo atribuído ao financiamento do turismo sustentável sobre a esfera ambiental e econômica de uma nação. Conforme dados de um documentário do “National Geographic”, em Botswana (país africano), por exemplo, o turismo ecológico significou quase 20% do PIB local em 2018. Dito isso, é possível afirmar que os possíveis investimentos sobre a sistemática turística representam, analogamente, para o Brasil, mais uma oportunidade de matriz econômica nacional, cujo processo de atuação possibilita o beneficiamento de suas múltiplas esferas sociais. Dessa forma, visto o teor positivo de tal sistemática, denota-se o grau de premência com que o assunto deve ser averiguado, não apenas pelas autoridades do Estado, mas também por toda a população brasileira acerca do estímulo desse tipo de atividade turística no país.

Ademais, é válido citar a atual logística do sistema agrário nacional como o principal expoente contra a efetiva atuação do turismo sustentável na nação. De acordo com comprovações citadas no documentário da Netflix “Nosso Planeta”, por exemplo, as monoculturas têm devastado boa parte do habitat natural de várias espécies animais e vegetais nativas em todo o mundo e dificultado a visualização desses seres vivos fora de cativeiro. Paralelamente, especificamente no Brasil, o principal responsável pelas monoculturas tem sido o contínuo avanço das fronteiras agrícolas pelo agronegócio. Destarte, é inaceitável que nosso país, dito “em desenvolvimento”, permita em seu território características que desvalidam o mérito evolutivo de seu título.

É essencial, portanto, a tomada de medidas que visem impulsionar o turismo sustentável no Brasil. Logo, convém às ONGs, em seu papel de “mobilizadora social”, instruir nossa população – por meio de palestras em escolas e locais públicos – sempre a explicitar os benefícios e a necessidade de requisitarmos, de nossas autoridades políticas, esforços governamentais que estimulem, de contínuo, a sustentabilidade no turismo nacional. Espera-se, com isso, a garantia do equilíbrio entre as esferas econômicas, sociais e ambientais pautada em tal atividade turística. Talvez assim, seja potencializado, em nossa sociedade, o desenvolvimento da “inteligência” citada por Watson.