A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 05/04/2021
De acordo com a Organização Mundial do Turismo (OMT), o turismo sustentável deve ser aquele que salvaguarda o ambiente e os recursos naturais, com a garantia do crescimento econômico da atividade, ou seja, que tem a capacidade de satisfazer as necessidades das presentes e futuras gerações. Em virtude das suas belezas naturais, o Brasil é um destino imperdível para se fazer investimento com o intuito de estimular a adoção de práticas sustentáveis nas atividades turísticas nacionais, em detrimento ao “turismo predatório” tão comumente praticado.
Segundo Victor Hugo, escritor francês, de início foi necessário civilizar o homem em relação a si próprio, mas agora é necessário civilizá-lo em relação à natureza e aos animais. Em concordância com o romancista, investir no turismo sustentável é importante justamente por isso: mostrar para as pessoas que é possível, sim, divertir-se e desfrutar plenamente de uma viagem sem causar algum mal à natureza ou ao ecossistema do destino escolhido. Além disso, pensar em sustentabilidade como alternativa ao turismo de massa, é fomentar a análise do impacto que um número grande de visitantes pode oferecer à localidade. Destarte, é imprescindível que tais atividades turísticas sejam mais correlatas com a valorização da beleza da consciência ambiental presente nas atitudes humanas, do que com a boniteza do próprio espaço visitado em si.
Ademais, conforme estudo do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, o segmento turístico, no ano de 2019, foi responsável por movimentar cerca de 8,1% do Produto Interno Bruto nacional. Todavia, infelizmente, conforme dados do Greenpeace, boa parcela dessa produtividade ainda se dá às custas de eventos do turismo predatório, cuja atuação promove, em geral, impactos ambientais, culturais e sociais negativos ao destino turístico – o que suscita resultados dissemelhantes ao do excursionismo sustentável. Diante disso, torna-se irrefutável a desarmonia entre a proteção da natureza e a prosperidade econômica dessa esfera profissional no Brasil. Desse modo, é no mínimo contraditório que nosso país – dito “em desenvolvimento” – não invista na efetiva evolução do turismo sustentável, a ponto de gerar desequilíbrio entre os valores econômico, social e ambiental da nação.
São necessárias, portanto, medidas que visem estabilizar, positivamente, os investimentos para o turismo sustentável no Brasil. Nesse âmbito, cabe ao Ministério do Turismo, em colaboração com as ONGs, desenvolver campanhas elucidativas – por meio de palestras em escolas, hotéis, pousadas, restaurantes e demais locais públicos – com o fim de munir nossa população de conhecimentos essenciais acerca da importância dos haveres imprescindíveis à prosperidade do excursionismo sustentável em desfavor do turismo predatório.