A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 11/05/2021

Em sua obra “O Cidadão de Papel”, o escritor brasileiro Gilberto Dimenstein disserta que, embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistente, elas se atêm, de forma geral, ao plano teórico.

Nesse sentido, essa análise configura-se no Brasil atual quando observa-se a ineficiência de políticas públicas para o desenvolvimento do turismo sustentável, com o agravante dos impactos ambientais do turismo predatório. Assim sendo, cabe avaliar os fatores que favorecem tal quadro.

Inicialmente, vale ressaltar a ineficiência de políticas públicas para o desenvolvimento do turismo sustentável no Brasil. Visto que é notório o despreparo dos agentes responsáveis por este setor. Já que viajar pelo mundo é cada vez mais comum, os impactos gerados por essa atividade são cada vez maiores. No entanto, há leis que determinam, por exemplo, o destino adequado para o lixo (um dos principais problemas causados pelo turismo predatório), além de multas para o descarte irregular. Porém, não há rigor no cumprimento dessas leis. Assim, é necessário que o poder público local fiscalize e regulamente a atividade turística e respeite sempre os limites da sustentabilidade de cada região.

Outrossim, é fundamental apontar os impactos ambientais do turismo predatório como impulsionador do problema. Além do lixo, o excesso de turistas leva ao esgotamento dos recursos naturais, o que inviabiliza a atividade turística a longo prazo. Com isso, haverá consequências irreversíveis para as comunidades locais que, muitas vezes, dependem totalmente do turismo para prover o seu sustento. É nítido, portanto, que caso este cenário continue, o futuro dessas comunidades estará ameaçado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo Federal, através de políticas públicas eficientes, elabore o Plano Nacional de Desenvolvimento do Turismo Sustentável em conjunto com os representantes de cada polo turístico do Brasil, observando as especificidades destes. Afim de que, as necessidades de cada comunidade possa ser atendida e, dessa forma, permitir o pleno funcionamento dessa atividade sem prejuízos para as pessoas e o meio ambiente, além de garantir a punição daqueles que não cumprirem as exigências sanitárias previstas em lei. Nessa perspectiva, nossas leis não ficarão só no plano teórico tal como afirma Gilberto Dimenstein.