A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 29/05/2021

A carta de Pedro Vaz de Caminha, em seu primeiro contato com o Brasil, lições a beleza e exuberância da até então chamada “terra nova”, em que dizia “Nesta terra, em si plantando tudo dá”. Embora o país ainda seja detentor de uma grande riqueza natural, essa não é corretamente explorada, visto que o turismo sustentável apresenta-se como uma realidade no cenário hodierno. Sob essa prisma, aspectos, como a ausência de políticas públicas e a carência de conhecimento, devem ser debatidos e solucionados.

Diante disso, deve-se-se analisar como a inércia do Poder Público, no que diz respeito à exploração e aproveitamento do potencial sustentável do turismo brasileiro, contribui para a temática. Nesse sentido, é pertinente citar o filósofo australiano, Peter Singer, que fala sobre a importância de se adotar uma postura ética para além dos seres humanos, em que se englobe também o meio ambiente e como outras formas de vida na terra. Dessa maneira, percebe-se que os papéis governamentais de encontro ao que é proposto pelo teórico, haja vista que o turismo atual negligência setores ambientais e sociais enquanto foca na maximização de lucros, o que é exemplificado pela visitação em massa e, consequentemente, o aumento do lixo descartado em locais inadequados que poluem ruas e praias, possibilitando mudanças locais para esses locais.

De modo complementar, vale pontuar que a insipiência social colabora para o distanciamento do ideal sustentável na realidade brasileira. À vista disso, Émile Durkheim, importante filósofo, diz que “a sociedade é movida por ideias coercitivas que dissolvem e manipulam a consciência coletiva”. Sob essa ótica, entende-se que a não de uma base educacional ambiental constrói um ciclo geracional de insciência, dessa forma, por familiares e educadores muitas vezes não possuírem um sólido conhecimento sobre o conceito de sustentabilidade e sua prática ação acabam por não passá- lo às outras gerações, o que colabora para a manutenção de um cenário turístico predatório. Em todas as medidas, devem ser aplicadas para mitigar a problemática. Para tal, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério do Turismo, incentiva uma atitude sustentável pelas organizações de turismo, além de maiores investimentos advindos de empresas privadas, isso por meio de benefícios fiscais e mediante uma parceria público-privada, com objetivo de estruturar um mercado mais participativo nas questões ambientais e culturais, de modo a valorizar o patrimônio brasileiro. Ademais, o Ministério da Educação, deve instaurar aulas de educação ambiental em escolas e nos cursos de pedagogia, um fim de construir uma consciência ambiental e preservar o que foi exaltado na carta de Caminha.