A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 13/07/2021
Denominada como ‘‘Cidadã’’ por Ulysses Guimarães, a Constituição Federal de 1988, por ter sido concebida no processo de redemocratização, garante o pleno desenvolvimento nacional em conjunto com a preservação do meio ambiente, salientando a importância do investimento no turismo sustentável. Entretanto, apesar dos benefícios do turismo no contexto da plena cidadania, os impactos ambientais configuram os entraves desse quadro, de modo que urgem medidas por parte do Estado para cumprir com as promessas da Constituição Cidadã.
Sob esse prisma, é imperativo pontuar que o turismo, enquanto uma atividade que gera renda para as comunidades locais e a profissionalização, está voltada para o lazer, para a educação e para a popularização da cultura, sendo um conjunto que garante a profícua prática da cidadania. Dessa forma, o investimento no turismo deve ser administrado de forma responsável, haja vista ser um fator de desenvolvimento que preserva por atividades ecologicamente corretas e que valorizem o patrimônio nacional. Nesse sentido, o conceito de ‘’tábula rasa’’, moldado pelo filósofo John Locke, ilustra bem tal perspectiva, ao relatar que o ser humano nasce como uma ‘‘folha em branco’’, e, por conseguinte, suas ações e condutas são moldadas por intermédio de suas experiências e ensinos. Analogamente, percebe-se que o planejamento para o turismo sustentável mostra-se substancial para a cultura brasileira, a fim de promover o amplo acesso ao conhecimento e à biodiversidade.
Simultaneamente, no entanto, é lícito afirmar que os recursos para garantir um turismo racionalizado no país ainda estão obstaculizados, porquanto os impactos ambientais gerados pelo mal uso da atividade, além da falta de políticas públicas que preservem sua integridade, configuram um alarmante descaso social. Esse impasse é exemplificado pelo conceito de ‘‘Cegueira moral’’, arquitetado pelo sociólogo Zygmunt Bauman, o qual salienta que, em tempos de modernidade liquída, a indiferença ao próximo e às questões socias torna-se habitual. Paralelamente, evidencia-se que as claudicações sociogovernamentais empecilham o opimo progresso do turismo, gerando, assim, o lixo, o desemprego local e a degradação dos recursos naturais e do ecossistema. Logo, torna-se necessária a mudança desse negligente e nocivo quadro.
Portanto, diante desses desafios, com o fito de democratizar o turismo sustentável, racional e frutífero, torna-se imperioso que o Ministério do Meio Ambiente crie subsídios governamentais para engendrar a conservação e as pesquisas voltadas ao turismo. Isso deve ocorrer mediante um pacote de ações orçamentárias a ser incluído no Plano Plurianual. Assim, por meio da plena integração entre sociedade e governo, as promessas constitucionais serão aplicadas vultosamente.