A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 26/07/2021

A Constituição Federal, no seu artigo 180, afirma que é dever do Estado promover o turismo como fator de desenvolvimento sustentável, econômico e social. Na esteira desse processo, investir no turismo suportável garante a perpetuação desse direito social. Por outro lado, assegurar o progresso dessa relação econômica com o equilíbrio ambiental e social é um dos desafios que o Brasil deve enfrentar, a fim de endossar o avanço do bem-estar social.

Em primeira análise, é imperioso salientar a importância do turismo sustentável na preservação do meio ambiente, cultura e pessoas. Nesse sentido, de acordo com o ambientalista André Esteves, o setor turístico representa 8,1% do PIB brasileiro, sendo um recurso extremamente econômico para o país, mas podendo conceber prejuízos pelo seu caráter predatório. Assim, o investimento do turismo sustentável torna-se extremamente necessário para que, como no relatório de Brundtland, o seu desenvolvimento tenha a capacidade de suprir as carências das gerações presentes, sem prejudicar as gerações futuras. Logo, caucionar o turismo sustentável é garantir a evolução econômica, a estabilidade ecológica e, por fim, a promoção da justiça social.

Em contrapartida, a terra verde e amarela carrega em seu bojo os entraves para o desenvolvimento sustentável desse setor. Nesse viés, a falta de conhecimento e educação acerca dos princípios ambientais e, também, o estabelecimento de normas e critérios factíveis e legítimos impedem o avanço da sustentabilidade nessa área social. Sob essa visão, segundo o filósofo Peter Singer, o exercício da atividade turística provoca impactos positivos e negativos, envolvendo o ambiente natural, transformado e sociocultural. Dessa forma, o crescimento acelerado do turismo deve estar atrelado a uma ética ambiental, leis mais rígidas e uma maior informação sobre os meios sustentáveis de promoção do turismo no Brasil. Sendo assim, tais fatos configuram-se como empecilho rumo ao avanço da maquinaria social.

Dessa maneira, medidas compartilhadas entre Poder Público e Sociedade Civil são indispensáveis para combater esse estigma social. Nessa égide, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com o Ministério do Turismo, criar leis rígidas que possam garantir o cumprimento do turismo sustentável e punindo com multas quem não as respeitar, fazendo com que o desemprenho econômico, social e ambiental sejam respeitados e aprimorados. Além disso, a escola deve fomentar aulas interdisciplinares, abertas ao público, com o intuito de informar sobre os conceitos de sustentabilidade, seus benefícios para as gerações presentes e como, através de ações simplistas, pode-se assegurar a permanência do seu equilíbrio para as posterioridades. Feito isso, o Brasil terá uma nova realidade.