A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil
Enviada em 08/11/2021
O filme da Disney “Walle-e” introduz uma temática de meio ambiente e de utilização de tecnologias em prol da humanidade, abordando, também, os gigantescos impactos da falta de sustentabilidade no mundo moderno. Fora da ficção, é notório que a obra possui, infelizmente, verossimilhança no que tange a uma questão de altíssima relevância na sociedade brasileira atual: a importância do investimento no turismo sustentável no país. Diante desse cenário, é imperativo afirmar que a falta de engajamento estatal e a indústria cultural são fatores que dão manutenção para a problemática citada.
Nesse contexto, compreende-se que o governo brasileiro tem a responsabilidade de tentar mitigar o problema proposto, conquanto ele ainda se mostra inerte. Segundo a Constituição Federal de 1988, é função do Estado não só promover um democrático acesso ao lazer no país, mas também lidar com o meio ambiente e sua preservação, embora, fora desse pressuposto legal, não seja assim que ocorre. Sob essa ótica, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), menos da metade das cidades do país conseguem agregar o turismo a ideias sustentáveis, as quais abrangem, sobretudo, a preservação do ambiente, a democratização desse acesso e a viabilidade econômica para populações mais carentes. Em suma, fica evidenciado que o aprimoramento do turismo sustentável no país deve ter um amplo apoio estatal, visto que, sem ele, as cidades brasileiras continuarão a não promover esse tipo de turismo dentro do território nacional, inviabilizando, dessa forma, inúmeros benefícios dados por ele.
Ademais, fica evidente que a cultura capitalista do mundo atual inviabiliza o aumento do número de viagens sustentáveis. Nessa lógica, de acordo com o filósofo Theodor Adorno, as pessoas são doutrinadas, constantemente, pela lógica de consumo passada para elas por meio da indústria cultural vigente nos dias de hoje, as quais guiam seu comportamento e perpetuam certos problemas sociais. Desse modo, percebe-se que a tese de Adorno se assemelha à realidade atual, haja vista que a população é levada a sempre buscar consumir ideais globalizados de viagens, o que implica, mormente, em uma sociedade que preza menos por um turismo social e mais por um turismo capital ou que passe, de alguma forma, certo status, movendo, portanto, o turismo por uma ética monetária e não ambiental.
Dessarte, em vista dos fatos supracitados, é notória a necessidade de intervenção. Logo, urge ao Ministério do Turismo crie novos programas sociais que estimulem a população a aderir o turismo sustentável no Brasil, por meio de investimentos monetários na temática. Isso pode ocorrer, por exemplo, com o aumento da verba orçamentária fornecida pela União para esse importante Ministério. Por fim, espera-se não somente que a adesão ao turismo sustentável no país seja, enfim, ampliada, mas também espera-se que a falta de sustentabilidade não traga a realidade demostrada no filme “Walle-e”