A importância do investimento no turismo sustentável no Brasil

Enviada em 11/11/2021

Sob a óptica da literatura, na “Canção do Exílio” de Gonçalves Dias, o trecho “minha terra tem palmeiras; onde canta o sabia, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá” demonstra a valorização da fauna e da flora pelos poetas românticos. No entanto, a falta de investimento do Estado na promoção do ecoturismo contribuiu na destruição do patrimônio histórico, natural e ambiental brasileiro. Portanto, depreende-se que é importante a adoção de hábitos sustentáveis para salvaguardar o futuro das próximas gerações.

Por esse viés, no Brasil contemporâneo, percebe-se a destruição das ‘‘palmeiras’’ e a morte dos ‘’sabiás’’, em virtude de práticas predatórias. Nesse sentido, o assassinato do ativista Chico Mendes por contestar o desmatamento e a especulação imobiliária na Amazônia por grileiros e latifundiários, demonstra o menosprezo da elite e dos políticos em incentivar a sustentabilidade. Esse cenário de destruição ambiental perpetua com a existência de um turismo que polui praias, lagos, cachoeiras e explora apenas economicamente as paisagens. Desse modo, a banalidade na utilização dos recursos naturais elimina a principal riqueza brasileira: a natureza.

Por conseguinte, a população urge por transformações no turismo, já que os seus impactos põem em risco a vida do homem. Em virtude disso, Kant aborda sobre a “universalização do dever", ou seja, é necessário que os princípios morais sejam globais e racionais que busquem a prática do bem em vez objetivar interesses econômicos e pessoais. Porém, percebe-se que tal ética não e aplicada, já que a o colapso climático e poluição dos recursos são consequências de um pensamento individualista que aspira apenas o lucro. Assim, a falta de investimentos no ecoturismo demostra a predominância de valores, nos quais o bem-comum e o futuro não importam.

Dessarte, é fulcral que o Estado - órgão responsável pela garantia dos direitos civis- promova medidas de sustentabilidade, através da divulgação de locais e empresas que privilegiam a preservação. Outrossim o Ministério da Educação fomente a difusão de um currículo escolar que promova a reflexão dos indivíduos acerca dos impactos ambientais, por meio de aula interdisciplinares entre as áreas do conhecimento. Com isso, permitindo que a filosofia, a química e a biologia, juntas demonstrem a dimensão das ações antrópicas e, por conseguinte, a necessidade de transformação da civilização para a preservação da humanidade.