A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 30/09/2019
A série “As telefonistas”, evidencia as péssimas condições sociais, sobretudo as trabalhistas, enfrentadas pelas mulheres no século XX. Fora da ficção, as mulheres ainda não alcançaram a plenitude de desfrutar de todos os seus direitos, sob essa perspectiva, pode-se afirmar a importância do movimento feminista nessa luta. Nesse cenário, isso é resultado, ora pela cultura machista e patriarcal em que vive-se atualmente, ora pela inação das esferas governamentais. Destarte, faz-se pertinente debater acerca dessa problemática.
A priori, é imperioso destacar que, as mulheres ganham em média 20,5% a menos que os homens, segundo uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, para o dia Internacional da mulher do ano de 2018. Desse modo, embora haja ocupação de cargos iguais, evidencia-se que o “Estado democrático de direito” existe apenas no plano das ideias, tendo em vista que ele não é aplicado de fato. Logo, verifica-se que é substancial a propagação dos ideais feministas e a reformulação dessa postura estatal .
Outrossim, é licito postular que, embora muitos avanços tenham ocorrido nesse ínterim, como por exemplo, a Lei Maria da Penha, o número de feminicídios ainda é elevado. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o Brasil tem a quinta maior taxa do mundo. Dessa maneira, apesar da lei estar completa e coerente, sua aplicação deixa a desejar, pois a demora nas medidas protetivas geram resultados negativos, atuando como fator propulsor da mazela em questão. Urge, portanto, a mudança desse quadro.
Diante desse panorama, faz-se imprescindível a tomada de medidas ao entrave abordado. Para tanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério do trabalho, garantir empregabilidade igualitária obrigatória, que proíbe desníveis elevados entre empregados de cada gênero nas empresas, por meio de agentes que verifiquem anualmente se as regras estão sendo cumpridas, passível de multa, caso contrário, a fim de atenuar as desigualdades. Ademais, é mister que o Governo Federal, juntamente com o Poder executivo, não acumule processos nas varas, por meio do aumento do número de funcionários nas delegacias das mulheres, com o fito que a demora não seja um agravante ao número de mortes de mulheres. Espera-se com isso, que a distopia de “As telefonistas” se restrinja à ficção.