A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 20/09/2019

A Declaração dos Direitos Humanos, criada pela Organização das Nações Unidas, reflete ideários de igualdade de gênero para o bem estar de todas as nações. Contudo, por toda a história das civilizações, antes mesmo da criação da ONU, a mulher era coadjuvante e escrava da sua própria história. Desse modo, ainda que essa igualdade de gênero não esteja tão próxima da realidade, a luta do movimento feminista foi de grande importância para a conquista dos direitos pelas mulheres.

Em primeira análise, uma das principais conquistas das mulheres, no mundo, foi o direito à educação, representada pela possibilidade de frequentar a escola, aprender a ler e escrever, coisas que, outrora, era função de pessoas do gênero masculino, branco e rico. Todavia, devido às lutas femininas que acontecem até os dias atuais, as mulheres podem usufruir do conhecimento, sem qualquer distinção, com exceção de alguns países que penduram ainda, o patriarcalismo. Nesse contexto, convém destacar a vida de Malala Yousaftzai, a garota mais nova premiada, aos 17 anos, com o Nobel da Paz. Essa ativista feminista paquistanesa foi vítima de um atentado em seu país, pois lutava pelo direito das mulheres frequentarem as escolas; para ela, “um aluno, um professor, uma caneta e um caderno podem mudar o mundo”.

Por consequente, a dificuldade das mulheres no que tange à educação reflete diretamente no âmbito do mercado de trabalho, que por outro lado, se constituí de muitos preconceitos contra o gênero feminino. Segundo a ativista feminina francesa, “somente o trabalho diminui a distância do homem e da mulher e lhe garante a independência”. Portanto, de forma análoga, é possível observar que nomes como o de Simone de Beauvoir foi de extrema importância para o legado da luta feminina. Entretanto, o preconceito no ambiente de trabalho representa uma dificuldade enfrentada pelas mulheres no mundo atual, visto que dados publicados pelo Folha de São Paulo demonstram que as mulheres ocupam pouco espaço em cargos de chefia em empresas, ainda que essas sejam a população em maior quantidade e com maiores estudos. Tal situação é caótica, contudo, mutável.

Logo, é sabido que o movimento feminista teve protagonismo na história da mulher, mas a igualdade prevista na Declaração dos Direitos Humanos ainda é distante da realidade. Para isso, é preciso que o Ministério da Educação invista em escolas, em projetos e palestras que respaldem a importância do feminismo para o bem estar em sociedade, tal investimento deve ser por meio das taxas tributárias cobradas sobre a população, em sua maioria, mulheres. Além do mais, o Governo deve instituir acordos com empresas privadas, em prol da igualdade de cargos entre homens e mulheres, através de cotas obrigatórias para o gênero feminino. Desse modo, fazer-se-á igualitária a sociedade.