A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 12/04/2020
O machismo como oponente da sororidade
No filme “A dama de ferro”, estrelado por Meryl Streep, é retratada a biografia de Margaret Thatcher, a primeira mulher a ocupar o posto de primeiro-ministro do Reino Unido. Nesse sentido, a narrativa foca nas dificuldades e no preconceito que a inglesa sofreu até chegar ao cargo, imersa em um ambiente patriarcal. Fora da ficção, é fato que a realidade apresentada no longa pode ser relacionada ao mundo do século XXI: ainda hoje, o machismo, consolidado na sociedade, reflete a importância do movimento feminista e da sororidade na luta pela equidade de gênero.
Em primeiro plano, é mister compreender quais as conquistas que já foram alcançadas por essa corrente isonômica e qual é o seu papel na sociedade brasileira contemporânea. Diante dessa perspectiva, tem-se a figura de Nísia Floresta, percursora do feminismo no Brasil com a luta pelo direito à educação e ao voto no século XIX. Com o passar do tempo, os protestos foram ganhando força e tiveram o seu auge com a Constituição Federal de 1988, que promoveu a igualdade jurídica, o incentivo ao trabalho feminil e a proteção contra a violência. Atualmente, os movimentos feministas reivindicam a total emancipação da mulher no corpo social através da quebra de padrões sexistas e almejam uma nova conquista, a união feminina.
Sendo assim, há o papel da sororidade como um conceito fundamental para a quebra dos estereótipos preconceituosos da sociedade patriarcal atual. Esse termo, que remete à aliança empática entre moças em busca de atingir objetivos em comum, contribui com feminismo porque, envoltas nesse cenário que as diminui e impulsionadas pela rivalidade feminina, elas próprias reproduzem pensamentos e ações machistas. Nesse contexto, tem-se a série “Big Little Lies”, da HBO, que expõe a união de cinco mulheres, anteriormente envoltas em uma competição por prestígio social, contra um abusador sexual. Dessa forma, fica evidente como a sororidade é necessária à luta feminista.
Por conseguinte, medidas hão de ser tomadas. Primeiramente, o Ministério da Cidadania deve prestigiar ações que promovam a equidade de gênero, como é feito pela ONU Mulheres, que premia empresas por suas políticas de igualdade salarial. Isso seria possível por meio da cooperação com a mídia e asseguraria o fortalecimento dos movimentos feministas. Ademais, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, a partir da parceria com ONGs, precisa reforçar campanhas que evidenciem a necessidade de combate à misoginia, despertando o senso crítico da população acerca do tema, como é feito pelo governo australiano através da ação “Respect Women”. Desse modo, garantir-se-ia às brasileiras um futuro mais igualitário e distante do abordado em “A dama de ferro”.