A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 05/05/2020

Para o grande filósofo Aristóteles, a principal diferença entre homens e mulheres determinava-se a quantidade de calor recebido pela mãe durante a gravides: se caso houvesse calor suficiente para o pleno desenvolvimento dos órgãos genitais, nasceria um menino, caso não houvesse, o desenvolvimento não seria completo, e, então, nasceria uma menina. Assim sendo, compreende-se que na era medieval a mulher era vista como um “homem incompleto” e algo derivado de insuficiência, fato que influenciou a cultura de inferiorização feminina no Oriente. Com a chegada dos tempos modernos, o movimento feminista foi o responsável pela reação feminina à conquista de seus direitos mais básicos.

Sob tal conceito, o chamado acordo tácito, determinava que os homens deveriam fornecer o sustento do lar, enquanto as mulheres seriam designadas aos cuidados domésticos e a satisfação sexual do marido. Com isso, ignora-se o fator psicológico e emocional da mulher em prejuízo da dominação a que estavam submetidas, abrindo espaço para o enquadramento feminino no papel de coisa utilizável e descartável. Além do mais, as roupas e a aparência física tornaram-se fatores importantes no julgamento do caráter de uma mulher, como é perceptível atualmente em campanhas publicitárias, festas e situações em que a sexualidade feminina é tratada como tabu.

Decorrente disso, Simone de Beauvoir, escritora feminista existencialista, dissertou no segundo volume de sua obra “O Segundo Sexo” sobre a construção da essência feminina. Esta, que ainda é tida quase como obrigatória e definitiva, é baseada na concepção de mundo segundo uma perspectiva masculina, o androcentrismo. A datar da Idade Média, com Aristóteles, as ideologias, os movimentos revolucionários e os cargos de autoridade foram liderados por figuras masculinas principalmente por haver uma regra de incapacidade feminina o que atribuiu a elas o papel de objeto na história, e não de sujeito semelhante ao homem.

Conclui-se, portanto, que a necessidade da luta feminina em prol de seus direitos básicos já é uma realidade. Desse modo, a mídia deve agir através de programas de televisão e rádio e incentivo ao debate em redes sociais sobre o tema, afim que haja fortalecimento feminino e apoio aos grupos militantes contra a dominação do homem. Além de tudo, as instituições educacionais, juntamente com a família, devem trabalhar em projetos de valorização de talentos, a fim de quebrar o modelo de inferioridade da mulher e igualar ambos os sexos como sujeito, desse jeito, o país será mais promissor.