A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 05/05/2020
De acordo com Aristóteles, a diferença entre homens e mulheres limitava-se à quantidade de calor recebido pela mãe durante a gestação: caso houvesse calor suficiente para o pleno desenvolvimento dos órgãos genitais masculinos, nasceria um menino; caso contrário, o desenvolvimento seria comprometido e, então, nasceria uma menina. Assim, nota-se que no período medieval as mulheres eram consideradas como homens incompletos, algo que influenciou a inferiorização das mulheres, até mesmo no ocidente.
A princípio, pode-se perceber a desigualdade de gênero em âmbito trabalhista. Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE, apesar das mulheres estarem expandindo seu espaço no mercado de trabalho, elas estão a cada ano elevando sua carga horária em relação aos afazeres de casa, algo que não acontece com os homens. É perceptível que isto é uma consequência alicerçada ao passado. Desde a Idade Média, com Aristóteles, as ideologias, os movimentos revolucionários e os cargos de autoridade foram liderados por figuras viris, principalmente por haver um paradigma de incapacidade feminina, o que conferiu a elas o papel de objeto na historiografia, e não de sujeito equiparado ao homem.
Por conseguinte, é possível perceber que, infelizmente, muitos homens morrem a cada ano. Porém, em geral, esses não morrem apenas por serem homens. Entretanto, muitas mulheres morrem por conta do seu gênero. De acordo com o portal de notícias G1, 1.314 mulheres sofreram por feminicídios em 2019, o maior número já registrado desde que a lei entrou em vigor, em 2015.
Portanto, medidas são necessárias para a resolver o impasse. O Ministério da Educação, em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), devem propor a implementação de vídeos educacionais com a intenção de apresentar os direitos das mulheres e o respeito necessário, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tais vídeos serão apresentados em jornais, sites, redes sociais e televisão, apresentando dados e depoimentos reais de mulheres que sofreram por apenas serem mulheres. Espera-se, com essa ação, a redução dos atos agressivos e desrespeitosos contra o gênero feminino.