A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 06/05/2020

Heroína brasileira que lutou em 1822, na Guerra da Independência, Maria Quitéria de Jesus foi a primeira mulher a integrar uma unidade militar no Brasil, batalhando não só em guerras pela independência do país, mas também por sua própria autonomia. Ganhou notoriedade não apenas por sua habilidade em combate, mas também por sua coragem de entrar em um meio unicamente masculino, demonstrando que uma mulher não deve ser proibida de exercer um cargo que foi destinado, por uma sociedade patriarcal, exclusivamente para os homens. Assim como o feminismo, movimento social que busca alcançar a igualdade entre os gêneros, Maria Quitéria defrontou os paradigmas de sua época, se tornando símbolo da emancipação feminina para as mulheres, tanto antigamente quanto nos dias de hoje.

Ao longo da formação da sociedade brasileira, o patriarcalismo, em conjunto com o machismo, foi utilizado para que os conceitos de superioridade masculina fossem colocados em prática. Buscando a equidade de gêneros, mulheres de todas as épocas iniciaram a batalha em busca de seus direitos, adicionando força ao movimento feminista, que começou a se fortalecer após o século XIX. É importante ressaltar a relevância do feminismo nos dias atuais, onde divergências dos séculos passados ainda prevalecem, mesmo que de forma inferior. Buscando seus direitos garantidos por lei, as mulheres incorporaram tal movimento em seu cotidiano, transformando a igualdade em um evento diário.

Devido à condutas patriarcais remanescentes no corpo social, a organização feminista segue discutindo questões que afetam principalmente o gênero feminino de modo geral. Uma das pautas predominantes nesses debates é a desvalorização da trabalhadora no mercado de trabalho. Comparado ao sexo masculino, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mulheres ganham, em média, 30% a menos do que homens, ainda que realizando a mesma função. Além da disparidade entre os salários, é evidente a dificuldade de acesso das funcionárias em cargos superiores nas empresas em que trabalham.

Por conta de pensamentos conservadores e machistas, as mulheres foram historicamente oprimidas em seu meio social. Com o intuito de erradicar a diferença entre o sexo feminino e masculino, é necessário que o Estado seja mais rígido sobre as formas de acolher e auxiliar a vítima, com a criação de mais delegacias especializadas que possam atender os mais variados casos, consolidando também a pena dos condenados. A associação do Poder Público com a sociedade civil é capaz de expor a cultura machista enraizada na comunidade, conseguindo, dessa forma, erradicá-la.