A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 05/05/2020
Embora construir uma sociedade livre, justa e solidária seja um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, segundo a Carta Magna promulgada em 1988, os muitos direitos negados às mulheres ao longo desses anos mostra que esse ideal ainda não foi atingido. Nesse contexto, entende-se a importância do movimento feminista para as mulheres, ao mesmo tempo em que se torna relevante compreender a falta de aceitação da causa por parte de muitos cidadãos.
O feminismo teve sua origem nos movimentos sociais que surgiram no período das revoluções liberais inspirados nos ideais iluministas, tais como a Revolução Francesa e a Revolução Americana. Nesse contexto, esses movimentos sociais concentravam sua luta, principalmente, na busca por mais direitos políticos e sociais.
Desse período, uma das maiores representantes do ideal feminista foi a escritora Olímpia de Gouges, a qual, em 1791, escreveu um documento que ficou conhecido como “Declaração dos Direitos da Cidadã e da Mulher”. Nesse documento, a escritora argumentava sobre a necessidade de equiparação dos direitos sociais, políticos e jurídicos entre homens e mulheres.
O movimento feminista foi responsável por muitas conquistas na tentativa de atingir uma melhor igualdade de gênero e precisa ser estudado e discutido pela sociedade. Dessa forma, o Estado pode, em parceria com cinemas e as grandes emissoras de televisão, divulgar campanhas e esclarecimentos sobre a luta feminina por direitos antes de filmes e novelas em horário nobre da televisão brasileira, visando causar uma melhor reflexão acerca do tema para os cidadãos. Ademais, o Governo deve, na atuação do Ministério de Educação (MEC), implementar no currículo escolar dos próximos anos, a relevância desse movimento e seu processo ao decorrer do tempo nas disciplinas de história, filosofia e sociologia e, na disciplina de biologia, o debate sobre o famoso determinismo biológico, que foi negado por Simone de Beauvoir, ao afirmar que o DNA não limita homens e mulheres para determinadas ações, mas sim, uma coerção social. Assim, espera-se que meninos e meninas cresçam conscientes da igualdade e do respeito, buscando sempre a garantia dos direitos assegurados por lei.