A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 12/05/2020
No livro “Vox” de Christina Dalcher, é retratado um futuro distópico em que um Estado totalitário começa a oprimir os cidadãos, sobretudo as mulheres, as quais só tem o direito de falar 100 palavras por dia, caso contrário recebem pequenas descargas de choques elétricos. No meio desse cenário, a Dra. Jean McClella se questiona como essa drástica situação se formou enquanto reconhece o valor da luta feminista, movimento esse o qual desprezava há pouco tempo atrás. Fora da ficção, é evidente a desvalorização do feminismo, até mesmo por mulheres como a Dra. Jean McChella as quais desconhecem a importância e história dessa ideologia e acreditam ter todos os direitos necessários.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, no Código Civil de 1916 o marido tinha permissão legal de aplicar castigos físicos a sua esposa, na Constituição de 1934, essa lei é anulada e é proibida a discriminação em função do sexo, mas somente em 2006 que entra em vigor uma lei específica para casos de feminicídio, Lei Maria da Penha, que protege a mulher da violência sexual, moral, doméstica, patrimonial e psicológica sofrida pela mulher e garante a devida punição ao agressor. Houve uma grande evolução nos direitos alcançados pela mulher, mas isso se deve ao feminismo, infelizmente, muitas mulheres não reconhecem isso.
Apesar disso, ainda tem muitos fatores que precisam ser alterados, segundo uma pesquisa do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) homens e mulheres que trabalham na mesma área,por exemplo,um engenheiro e uma engenheira,possuem uma diferença na quantia de seus salários,sendo o homem detentor da maior remuneração. Tal fato mostra a desigualdade de gênero no Brasil, assim como, a importância do movimento feminista que luta para que fatos como esse virem passado na história do país e que cada vez mais exista a equivalência de gênero entre homens e mulheres através da criação de medidas públicas que assegurem esses objetivos.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileiro a respeito do problema, urge que o Ministério da Educação e Cultura (MEC), crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias e palestras as quais apresentem conquistas do movimento feminista e seus principais símbolos e que levantem debates durante as aulas de sociologia, para que os alunos tenham consciência da importância dessa luta, também há a necessidade de o Legislativo criar novas leis que diminuam a desigualdade salarial passe para a Câmara dos Deputados aprovar e o Executivo aplique da forma devida. Somente assim, as mulheres terão seus direitos alcançados e o feminismo será devidamente reconhecido, assim evitaremos a volta do Código Civil de 1916 e o futuro distópico vivenciado em Vox.