A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres
Enviada em 24/06/2020
A Greve das Costureiras, ocorrida no Brasil nonocentista, foi uma paralisação que reivindicou, inicialmente, melhores condições no trabalho feminino, como redução no número de horas e melhoria salariais .Nesse sentido, o episódio histórico ficou marcado por ser vanguardista nas lutas femíneas no país. Sob esse mesmo prisma, observa-se, na contemporaneidade, movimentos femininos, também chamados de feministas, que ambicionam por direitos que, muitas vezes, não são fornecidos às mulheres. Desse modo, grupos feministas possuem grande destaque no enfrentamento contra a violência doméstica e sexual, condições que assolam muitas mulheres brasileiras.
A priori, deve-se considerar o altíssimo número de denúncias referentes às violências domésticas no Brasil: 563 mil acusações, apenas no ano de 2019, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Destarte, essa condição que vigora há muito tempo na nação- encontrando-se em obras literárias do século XX, como no livro “Campo Geral”, do escritor mineiro Guimarães Rosa, em que o personagem Miguelim assiste o espancamento que seu pai realiza em cima da sua mãe- precisa ser extinta. Assim, grupos que objetivam a eliminação da violência doméstica, como o movimento feminista, necessitam ganhar maior visibilidade, visto que condições presentes no livro “Campo Geral” precisam ser erradicas da sociedade brasileira.
Ademais, o movimento feminista tem grande importância no combate ao abuso sexual, situação presente na obra “O Cortiço”, do escritor Aluísio Azevedo, em que a personagem Pombinha é vítima de um estupro. À vista disso, ressalta-se ações feministas que objetivam melhorar o atual cenário que acomete muitas mulheres brasileiras, sendo, de acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 66 mil vítimas de estupro em 2018, com palestras em universidades, como ocorre na Universidade de São Paulo (USP), em que destaca-se a importância da denúncia em caso de violência sexual.
Portanto, é indubitável que os movimentos feministas proporcionam grandes avanços na luta pelos direitos das mulheres. Dessarte, faz-se necessário que os grupos que procuram melhores condições na vida das mulheres ganhem maior visibilidade no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Educação decretar que dois dias do ano letivo serão destinados para trabalhar temas como o feminismo e seus objetivos, buscando maior ciência dos estudantes com relação ao movimento. Nesses dias, estudantes e professores universitários podem ser convidados para esclarecer dúvidas e debater questões que o feminismo trabalha, como a violência doméstica e sexual. Além disso, autoras feministas, como a francesa Simone de Bouvard, podem ser discutidas por professores e alunos, para que os educandos possam ter maior conhecimento a respeito do movimento feminista.