A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 28/08/2020

A série “O conto da Aia”, aborda uma comunidade distópica comandada por homens em que mulheres são diariamente violentadas. Sob tal viés, em relação ao comando do patriarcado e a violência contra as mulheres a sociedade atual não está distante da ficção, visto que mulheres são ensinadas desde o nascimento a competirem entre si. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da indiferença da população e herança da desigualdade de gênero herdada desde a colonização brasileira.

Primeiramente, vale ressaltar que um dos maiores obstáculos para a solução do problema é o egocentrismo da coletividade. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, a modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Nesse cenário, mulheres não tendem a se colocar no lugar da outra, pois para isso é necessário deixar de olhar apenas para si. Essa liquidez, faz com que mulheres não confiem uma nas outras causando rivalidade feminina. Prova disso, é que de acordo com o Jornal El País, mesmo com o crescente número de feminicídio mulheres brasileiras ainda não enchem as ruas em protestos. Essa falta de empatia que influi sobre a sororidade feminina funciona como um forte empecilho para a resolução dos problemas.

Outrossim, o modo que ocorreu a colonização brasileira auxilia para que mulheres se sintam coagidas a sempre obedecer a figura patriarcal. Conforme o sociólogo Émille Durkhein, a sociedade determina a maneira que o indivíduo deve agir, pensar e sentir. Seguindo essa linha de pensamento, o homem configura desde o século XVI como as mulheres brasileiras devem se comportar, assim os mesmos estarão sempre no poder. Em confirmação disso, de acordo com matéria do Exame Brasil, mulheres historicamente ganham menos que homens, ainda que esteja em mesmo cargo. Desse modo, tem-se como consequência o sentimento de adestramento.

Dessarte, mediante ao exposto é indubitável a urgência para mitigar tal situação. Para tanto, torna-se necessário que o Ministério da Mulher em pareceria do Ministério da Educação, promova por meio de cartilhas e e-books informações para crianças e adolescentes em relação da importância da união feminina, para que assim meninas cresçam aprendendo desde a infância a relevância do respeito. Ademais, o Ministério do Trabalho viabilize um projeto de lei que garanta a equidade de salários entre os gêneros. Assim, ressalta-se o destaque de resolver a problemática atual, pois coo defendeu Marthin Luther King:”Toda hora é hora de fazer o que é certo”.