A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 02/08/2020

Durante a Revolução Francesa, a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” foi combatida pela “Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã”, escrita pela feminista francesa Olympe de Gouges. Por questionar a superioridade masculina, a revolucionária foi executada em 1793. No entanto, sua morte foi considerada um grande marco para a isonomia entre os gêneros. Nesse contexto, quase três séculos depois, observa-se que a importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres ainda é muito questionada devido, não só à falta de sororidade entre as mulheres, mas também ao machismo.

A priori, convém ressaltar o quanto a falta dos mesmos ideais entre as mulheres contribui para existência da questão. De acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha, 38% desse grupo, com 16 anos ou mais, se considera feminista no Brasil, ao passo que 56% rejeitam se associar ao feminismo, com os demais 6% sem opinião sobre o assunto. Tais dados são muito preocupantes, tendo em vista que a causa é uma luta em prol do “sexo frágil” e, portanto, constitui um meio no qual todas deviam se incluir, a fim de melhorar suas vidas, a de suas filhas e das demais ao redor do mundo. Afinal, como disse a feminista francesa Simone de Beauvoir, “O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos.”

Ademais, é importante destacar o machismo como um dos complicadores do problema. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, o rendimento médio mensal das mulheres é 27,1% menor do que o dos homens. Isso mostra o quanto a ideia de superioridade masculina, que se opõe à igualdade de direitos entre os gêneros, ainda está impregnada na sociedade. Fato que dificulta às pessoas pensarem na importância do movimento, por conseguinte, a figura feminina acaba esquecendo seus direitos e se contentando com a opressão. Nesse sentido, como dizia a escritora nigerina Chimamanda Ngozi Adichie, “Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal.”

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para reverter a problemática supracitada. Logo, as escolas, por meio de atividades extracurriculares que abordem a importância equidade dentro da sociedade, devem ensinar às crianças a importância da igualdade de gênero e do feminismo. O fito de tal ação é combater o machismo, fazendo com que olhem para os movimentos feministas como uma forma de busca pelos direitos, e fazer com que a nova geração possa estabelecer enfim, a igualdade. Pois, conforme Emma Watson “O feminismo é dar escolha às mulheres. Não é uma vara com a qual você deve bater nas mulheres. É liberdade, liberação, igualdade.”