A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 07/08/2020

Durante os primórdios da humanidade, era comum que os homens saíssem para caçar e as mulheres ficassem em casa tomando conta dos filhos. Tal fato provocou a figura de homens mais forte e superiores ao ser feminino nos séculos seguintes, o que hoje conhecemos como machismo, que está enraizado na sociedade atual e presente em vários âmbitos sociais. Em contrapartida, houve no fim do século XIX, o primeiro movimento feminista, em que mulheres de classe média lutaram por direitos jurídicos e políticos. Tal movimento se estende até os dias atuais, porém agora com mais força.

De acordo com a escritora Chiimamanda Ngozi Adichie: “Se repetimos uma coisa várias vezes, ela se torna normal. Se vemos uma coisa com frequência, ela se torna normal”. Ou seja, o machismo passou a ser normalizado por grande parte da sociedade. Ele se tornou algo rotineiro, visto que está presente na sociedade há muitos séculos, e é algo com que as mulheres convivem diariamente. Segundo com a pesquisa feita pelo ActionAid, 53% das adolescentes e jovens brasileiras convivem com medo diário de serem assediadas. Tal situação é muito séria e pode desenvolver vários problemas, como síndrome de pânico, medo de ter relações afetivas com o sexo oposto, entre outros.

Outro fator existente é que a indústria cinematográfica acaba por fazer as mulheres acreditarem que a aprovação de um homem é necessário para elas se sentirem bem. O filme " Ela é demais" conta a história de uma personagem nerd e impopular, que ao tirar os óculos e colocar um vestido, ela se torna bonita aos olhos do personagem Zach. O fato de uma garota ter que passar por uma transformação completa apenas para mudar a opinião de um homem, mostra o quão prejudicial é o machismo. Tamanha situação contribui para que 54% das brasileiras, segundo o instituto Sophia Mind, sejam insatisfeitas com o próprio corpo.

Portanto, em virtude dos fatos mencionados, é necessário que a atual geração seja ensinado nas escolas a importância desse movimento, e de sua história, para o desenvolvimento da sociedade, e cabe ao Ministério da Educação, juntamento com o Ministério dos Direitos Humanos promovê-lo, por meio de palestras e videoaulas explicativas. Desse modo, o movimento ganhará mais força e as mulheres terão seus direitos reconhecidos.