A importância do movimento feminista na luta pelos direitos das mulheres

Enviada em 08/10/2020

A princípio, os cidadãos podem ser caracterizados a partir de seu gênero (feminino ou masculino), se tornando uma construção social. Entretanto, tendo como base a Constituição Federal e o artigo 5º contido na mesma, todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Na prática, é possível perceber que o conceito de isonomia não é aplicado a diversos grupos populacionais, como por exemplo as mulheres, que sofrem desigualdades. Segundo Martin Luther King, um dos principais líderes na luta a favor do movimento negro, “A injustiça em qualquer lugar é uma ameaça à justiça em todo lugar”, demonstrando que a desigualdade de gênero revela a fragilidade da igualdade de direitos na sociedade e o quanto é necessário garanti-la para avanço do corpo social.

Como consequência do movimento feminista, as mulheres conquistaram reivindicações importantes: direito à educação (1827), acesso às faculdades (1879) e o voto feminino (1932). Contudo, atualmente ainda é possível observar discrepâncias entre homens e mulheres em diversos setores da sociedade, como por exemplo no mercado de trabalho brasileiro, onde trabalhadoras ganham, em média, 20,5% menos do que os homens, segundo dados do IBGE. Além disso, as mulheres sofrem com assédios (42% das mulheres dizem já terem sofrido abuso sexual, segundo o instituto de pesquisa Datafolha) e são vítimas de feminicídio (1314 mortes no Brasil em 2019 segundo o G1).

Segundo Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele” e para que ocorra uma evolução no meio social, é necessário ensinar as novas gerações sobre aceitar os demais e respeitá-los, independentemente de seu gênero, além de apresentar a definição de igualdade de direitos entre meninos e meninas. Ademais, é importante proporcionar a desmistificação de estereótipos e preconceitos, fornecer informações sobre o movimento feminista, pautar a desigualdade de gênero em debates e alunas vítimas de assédio sejam acolhidas pelas famílias e escolas, em prol da igualdade e combate a preconceitos.

Portanto, intervir na questão da promoção da igualdade de gênero é tarefa complexa, porém torna-se possível pela abordagem de ensino. Logo, cabe às escolas, cuja função é transmitir conhecimento a crianças e adolescentes, ensinar o conceito de igualdade entre todas as pessoas. Essa ação pode ser constituída por meio de aulas e debates temáticos sobre preconceitos, desigualdades e feminismo, com a finalidade de ensinar as crianças a respeitarem os demais, apesar de seu gênero. Assim, pensamentos contra as igualdades passariam a serem menos frequentes e a sociedade se respeitaria mais.